Os
investimentos em renda fixa que integram a categoria dos "pós-fixados" (aqueles atrelados à
Selic Over ou
CDI) perderão um pouco da sua atratividade nesta Super Quarta, dia 16 de setembro de 2026, ocasião em que tanto o Brasil quanto os Estados Unidos alterarão suas respectivas taxas básicas.
Indo direto ao ponto, 99% das Opções de Copom precificam que a nossa
Selic Meta cairá de 14,00% ao ano para 13,75% ao ano, enquanto a ferramenta FedWatch aponta que 92% das apostas dos investidores globais são de que os juros básicos nos Estados Unidos subirão em 25 pontos-base, oscilando na banda entre 3,75% e 4,00% ao ano.
Dessa maneira, uma aplicação de R$ 10 mil no
Tesouro Selic 2031 feita em setembro de 2026 tende a render R$ 11.112,18 nos próximos 12 meses, já descontando a cobrança de 17,5% de imposto de renda no período.
Já em agosto de 2026, durante a última decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), projetava-se um rendimento ligeiramente maior para o mesmo título público com liquidez diária, na época de R$ 11.132,78 em 12 meses, dado que o patamar de juros compostos era maior.
Embora as apostas em dinheiro do mercado, captadas pelas Opções de Copom negociadas na B3, ainda confirmem fortes chances de a taxa Selic encerrar 2026 em 13,25% ao ano, a trajetória da renda fixa nos Estados Unidos está bem mais diferente, com metade das apostas já vislumbrando juros básicos entre 4,00% e 4,25% ao ano.
Acompanhar os próximos movimentos do Federal Reserve será chave para entender o quanto de espaço o nosso Banco Central terá para manobrar a nossa
taxa Selic, que impacta diretamente na maioria dos investimentos em renda fixa presentes nas prateleiras das corretoras de valores.
A única aplicação financeira que não deve mudar de rentabilidade no curto prazo é a
caderneta de poupança, com expectativa mantida em 8,26% ao ano, sendo 6,17% ao ano + Taxa Referencial (TR) estimada em 2,09% ao ano, pois a regra do teto (Selic acima de 8,50% ao ano) garante rentabilidade fixa de 0,5% ao mês mais TR.