Nubank (ROXO34) dá passo histórico e lança cartão com cashback nos EUA
Fintech começa operação americana mirando um dos maiores mercados bancários do mundo.
Mesmo depois de iniciar formalmente as operações nos Estados Unidos, o Nubank (ROXO34) parece não entusiasmar. Nesta quarta-feira (16), o banco digital foi rebaixado pelo Itaú BBA, que diminuiu seu apetite para os bancos brasileiros.
Segundo a instituição, o principal motivo para essa mudança é o ritmo de crescimento que parece mais tímido nos próximos meses. Diante disso, reduziu o preço-alvo para as ações do roxinho de US$ 20 para US$ 18 (ante os US$ 14 de agora).
“Continuamos vendo o Nubank como um vencedor de longo prazo e permanecemos menos pessimistas que o mercado em relação às tendências de qualidade de crédito no curto prazo. Porém, o cenário de médio prazo está se tornando mais desafiador e estamos adotando uma pausa preventivamente enquanto avaliamos o próximo capítulo dessa história”, afirma o Itaú BBA.
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Mas a fintech não foi a única instituição a ser reavaliada pelos analistas. Foi feito um pente e o único que passou foi o Bradesco (BBDC4), que virou o top pick do setor.
O bancão tem apresentado melhores sinais de recuperação, além de um bom desempenho em algumas de suas verticais, como a de seguros. O preço-alvo para os papéis foi mantido em R$ 22, o que representa um potencial crescimento de 20% em relação ao patamar atual.
O novo relatório mostra uma mudança de postura da casa em relação às instituições financeiras. Ao que tudo indica, há uma tendência em preferir ativos mais ligados ao mercado de capitais que ao segmento bancário propriamente dito.
Neste caso, nomes como XP (XPBR31), B3 (B3SA3) e BTG Pactual (BPAC11) ganham destaque na lista do BBA. Mesmo assim, o relatório indica que o próximo ano tende a ser um pouco mais desafiador, considerando o crescimento mais lento da economia e pressões inflacionárias que surgem no horizonte, como a alta do petróleo.
Fintech começa operação americana mirando um dos maiores mercados bancários do mundo.
O otimismo do BBA apoia-se no potencial do Nubank de levar às classes mais altas o mesmo domínio que consolidou na baixa renda.