As taxas oferecidas pelo
Tesouro Direto operavam em queda firme nesta quarta-feira (16), com o mercado se antecipando ao próximo movimento do Copom (Comitê de Política Monetária), que, ao final do pregão, deve reduzir a
taxa básica de juros de 14% ao ano para 13,25% ao ano.
Dentro de um ciclo de cortes da
taxa Selic, os títulos públicos mais sensíveis são os prefixados, que justamente apresentavam os recuos de juros compostos mais consistentes na renda fixa brasileira.
Para se ter uma ideia, o
Tesouro Prefixado 2032 viu o seu rendimento ceder de 14,34% ao ano na véspera para os atuais 14,21% ao ano. Em contrapartida, o seu preço unitário se valorizou de R$ 494,30 para R$ 497,53. Ou seja, um lucro de quase 1% na marcação a mercado nas últimas 24 horas.
Outro exemplo que reforça o alívio que o governo brasileiro deve sentir ao captar dívida um pouco mais barata vem do
Tesouro Prefixado 2029, cada vez mais distante dos juros de 14% ao ano. Na verdade, a taxa ofertada pelo título público na sessão era de 13,85% ao ano.
Até mesmo nos títulos públicos de longíssimo prazo, o ciclo de cortes da taxa Selic vem surtindo efeito. O
Tesouro Renda+ 2065, que remunerava
IPCA+ 7,21% ao ano no último dia 9 de setembro, agora exibe juros compostos de
IPCA+ 7,04% ao ano, o menor patamar desde junho.
Portanto, no decorrer de uma semana, quem investiu no
Tesouro Renda+ 2065 já colhe lucro de +7,63% na marcação a mercado, visto que o preço unitário avançou de R$ 180,97 para R$ 194,78.
Só que a estratégia arrojada dos investidores dentro do Tesouro Direto pode esbarrar em solavancos a partir dos próximos movimentos do Federal Reserve. Já nesta Super Quarta, temos precificado um aumento de juros básicos em 25 pontos-base, com possibilidade de mais um na mesma magnitude até o encerramento de 2026.