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Petrobras (PETR4) registrou, pela primeira vez na história, uma margem de lucro superior à da Saudi Aramco no primeiro semestre de 2026. A empresa brasileira ficou com margem líquida de 29,15%, enquanto a gigante saudita, maior petrolífera do mundo e com receita bruta quase cinco vezes maior, alcançou 25,48%.
O resultado coloca a Petrobras no topo de um ranking que reúne oito das principais petroleiras globais.
O levantamento foi elaborado pelo economista Cloviomar Cararine, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), na subseção da FUP (Federação Única dos Petroleiros), com base nos balanços das companhias entre 2020 e o primeiro semestre de 2026.
Petrobras lidera ranking de rentabilidade
A margem de lucro mostra quanto efetivamente sobra para a empresa, em lucro líquido, a cada US$ 100 faturados. No primeiro semestre deste ano, a Petrobras foi a companhia mais eficiente nesse indicador.
A cada US$ 100 obtidos com a venda de combustíveis no mercado interno, exportações de petróleo e derivados, entre outras receitas, US$ 29,15 ficaram como lucro líquido, já descontados custos operacionais.
O ranking do período ficou assim:
- Petrobras: 29,15%;
- Saudi Aramco: 25,48%;
- Chevron: 18,01%;
- ExxonMobil: 16,33%;
- bp: 14,83%;
- Equinor: 12,84%;
- Shell: 9,94%;
- TotalEnergies: 9,44%.
“Os dados permitem analisar como as empresas geram e distribuem riqueza”, afirma Cararine, lembrando que, no período, a Petrobrás registrou lucro de R$ 85,1 bilhões, 37,6% acima do primeiro semestre de 2025. Para o economista, o desempenho inédito da Petrobras está relacionado à combinação de fatores que fortaleceram a operação da companhia.
Entre eles estão o aumento da produção, a alta dos preços internacionais do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, a redução dos gastos gerais e a estrutura integrada da empresa, que atua tanto na produção quanto no refino. Segundo Cararine, essa combinação dá à Petrobras maior capacidade para atravessar períodos de crise quando comparada às concorrentes internacionais.