Em meio à
maior crise institucional da história do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Alexandre de Moraes recebeu um revés neste sábado (12), diante da negativa do ministro Edson Fachin, presidente da Corte, em julgar conjuntamente o também ministro André Mendonça no próximo dia 15 de setembro.
Ambos os ministros citados são alvos de ligações com os escândalos do
Banco Master e de terem recebido favorecimentos do banqueiro Daniel Vorcaro. Diante da gravidade dos fatos, o presidente do STF preferiu manter a análise da abertura de investigações contra Alexandre de Moraes e André Mendonça em datas distintas.
A justificativa do ministro Alexandre de Moraes, que tem julgamento no plenário mantido na próxima terça-feira (15), era de que se evitaria “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.
“Somente foi convocada pauta para a análise da Pet 16.662 [sobre mensagens de Vorcaro a Moraes], o que prejudica a análise total dos fatos pelos ministros julgadores”, disse Moraes em ofício enviado a Fachin.
Todavia, o presidente do STF manteve a análise do pedido de investigação contra o ministro André Mendonça para o próximo dia 23 de setembro (quarta-feira), alegando que cada um dos casos tem "contornos e objetos bem delineados, circunstância que viabiliza, desde logo, a apreciação em autos próprios, preservando-se os limites da matéria ora submetida ao plenário".
Recapitulando os últimos capítulos da crise do STF, o presidente Fachin
deu prazo de 24 horas ao ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, para liberar o sigilo de documentos do caso Banco Master, que está sob sua relatoria.
Também durante a semana, o chefe da Suprema Corte retirou o ministro Alexandre de Moraes, indicado pelo ex-presidente Michel Temer, do
Inquérito das Fake News, palco responsável por dar protagonismo ao ministro desde 2019. Agora, tais processos serão remetidos diretamente à Presidência do STF.