Funcionários do BB (BBAS3) entram em greve, mas ações sobem

Funcionários do BB e da Caixa aderiram à greve por tempo indeterminado em meio a impasse nas negociações trabalhistas.

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Publicado em 10/09/2026 às 15:03h Publicado em 10/09/2026 às 15:03h por Wesley Santana

Os funcionários dos bancos públicos anunciaram greve para esta quinta-feira (10). As instituições mais atingidas são Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil (BBAS3)

A paralisação foi aprovada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, em uma assembleia realizada no começo do mês passado. A entidade diz que a greve deve atingir todas as unidades da federação.

A paralisação ocorre por tempo indeterminado e contra uma convenção coletiva que não foi assinada por vários estados. O acordo prevê reajuste salarial com base na inflação, além de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos.

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"Foram 13 rodadas de negociação e mais de dois meses de mobilização e diálogo com o setor mais lucrativo do país. A assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho representa uma importante conquista da categoria bancária. Garantimos aumento real por dois anos e a manutenção de todas as cláusulas da nossa CCT”, diz Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Na Caixa, todos os empregados teriam aderido à greve, enquanto no BB apenas parte deles. Por isso, parte das operações dos bancos deve estar indisponível nas agências físicas.

Os bancos destacam, porém, que os aplicativos e caixas eletrônicos seguem funcionando normalmente. Portanto, quem puder dar preferência a este método terá mais sucesso nas operações financeiras.

Com o início da greve, as ações do BB até recuaram na B3, chegando a serem cotadas em R$ 22,20. O movimento de baixa, no entanto, dei lugar à valorizacao, que se somou nos últimos dias e fazem com que o banco ostente alta de 13% nos últimos 30 dias.

O entrave

No caso da Caixa, o principal entrave para as negociações é o preço do plano de saúde. O banco quer que os funcionários paguem 5,5% do salário-base do convênio (hoje é 3,5%), além de elevar o valor por dependente para R$ 1.050 (hoje é R$ 870).

O mesmo acontece no Banco do Brasil, que negocia um reajuste no plano de saúde, argumentando que o custo está pesando na folha de pagamento.

"A expressiva rejeição da proposta nas assembleias realizadas em todo o país demonstra que ela está muito distante das necessidades e das expectativas dos trabalhadores da Caixa. A principal preocupação é com o Saúde Caixa, uma questão que precisa ser tratada com a complexidade e o cuidado que necessita", diz Neiva.

Já a Caixa argumenta que mantém o diálogo aberto e segue comprometida com a renovação do acordo coletivo. "O objetivo é construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas, com foco na valorização dos empregados, na sustentabilidade da instituição e na continuidade da prestação de serviços à sociedade", diz o banco público.