Nem mesmo o ciclo de cortes da
taxa Selic abalou o interesse crescente dos investidores pela
renda fixa brasileira, a qual ostentava estoque total de R$ 9,994 trilhões ao final de agosto de 2026, segundo relatório divulgado pela
B3 (B3SA3) nesta quinta-feira (17). A bolsa de valores brasileira celebrou também a popularidade dos
ETFs de renda fixa, que já somam R$ 60,8 bilhões em patrimônio.
Dentre os quase R$ 10 trilhões que prometem
juros compostos atrativos, onde será que tem mais dinheiro aplicado? Seriam os títulos que financiam o governo brasileiro por meio do
Tesouro Direto? Talvez o crédito privado que empresta diretamente às empresas? Ou são os títulos bancários?
Quem mirou na renda fixa bancária, acertou em cheio, cujas emissões totalizam R$ 6,7 trilhões. A categoria predileta dos investidores pessoas físicas segue sendo os
CDBs (Certificados de Depósito Bancário), com saldo aplicado de R$ 2,7 trilhões.
Já o
Tesouro Direto, por sua vez, atingiu 3,5 milhões de investidores pessoas físicas em junho deste ano, ante 3,4% em dezembro do ano passado, com 100 mil novos participantes em seis meses. O valor total em custódia teve crescimento expressivo, passando de R$ 202,4 bilhões para R$ 242,6 bilhões em junho, aumento de +20% no ano e de +43% em 12 meses.