Onde tem mais dinheiro na renda fixa em 2026: CDBs, LCAs, LCIs ou Tesouro Direto?

O mais recente boletim da B3 destaca o rápido crescimento dos ETFs de renda fixa, que fogem do 'come-cotas'.

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Publicado em 17/09/2026 às 16:35h - Atualizado em 17/09/2026 às 16:36h Publicado em 17/09/2026 às 16:35h Atualizado em 17/09/2026 às 16:36h por Lucas Simões
O estoque total em investimentos de renda fixa na B3 soma quase R$ 10 trilhões (Imagem: Google Gemini/Gerado por IA)
O estoque total em investimentos de renda fixa na B3 soma quase R$ 10 trilhões (Imagem: Google Gemini/Gerado por IA)
Nem mesmo o ciclo de cortes da taxa Selic abalou o interesse crescente dos investidores pela renda fixa brasileira, a qual ostentava estoque total de R$ 9,994 trilhões ao final de agosto de 2026, segundo relatório divulgado pela B3 (B3SA3) nesta quinta-feira (17). A bolsa de valores brasileira celebrou também a popularidade dos ETFs de renda fixa, que já somam R$ 60,8 bilhões em patrimônio.
Dentre os quase R$ 10 trilhões que prometem juros compostos atrativos, onde será que tem mais dinheiro aplicado? Seriam os títulos que financiam o governo brasileiro por meio do Tesouro Direto? Talvez o crédito privado que empresta diretamente às empresas? Ou são os títulos bancários?
Quem mirou na renda fixa bancária, acertou em cheio, cujas emissões totalizam R$ 6,7 trilhões. A categoria predileta dos investidores pessoas físicas segue sendo os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), com saldo aplicado de R$ 2,7 trilhões.
Só que as instituições financeiras também conseguiram captar R$ 563 bilhões só com LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), além de R$ 544 bilhões apenas com LCIs (Letras de Crédito Imobiliário). Ambos os títulos bancários são isentos da cobrança de Imposto de Renda (IR) e também compartilham da segurança conferida aos CDBs, mediante à cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).
Ainda que seja a categoria mais arriscada, o mercado de crédito privado captou R$ 2 trilhões em 2026, impulsionado principalmente pelas emissões de debêntures incentivadas, embora haja forte recuperação das ofertas tanto de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) quanto de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliário).
Já o Tesouro Direto, por sua vez, atingiu 3,5 milhões de investidores pessoas físicas em junho deste ano, ante 3,4% em dezembro do ano passado, com 100 mil novos participantes em seis meses. O valor total em custódia teve crescimento expressivo, passando de R$ 202,4 bilhões para R$ 242,6 bilhões em junho, aumento de +20% no ano e de +43% em 12 meses.
Inclusive, as taxas oferecidas pelos títulos públicos subiam forte nesta quinta-feira (17), diante da reação do mercado ao reajuste de 15% aos beneficiários do Bolsa Família, promovido pelo governo Lula às vésperas das Eleições 2026. Devido ao impacto de quase R$ 30 bilhões nas contas públicas até o final de 2027, os investidores exigem juros compostos maiores.