📉 O
Ibovespa (IBOV) encerrou esta segunda-feira (3) praticamente no mesmo lugar onde começou, com ganho simbólico de 1,24 pontos e fechamento em 178.000,24 pontos.
O índice passou boa parte do pregão no campo negativo, mas conseguiu devolver as perdas ao longo da tarde. O
dólar comercial subiu 0,34%, a R$ 5,08. Os DIs terminaram com baixas por toda a curva, ainda na faixa de 13% a 14%.
O catalisador do dia foi uma nova sinalização de reaproximação entre EUA e Irã, que animou bastante os índices de Wall Street e as bolsas europeias, mas gerou ceticismo entre os investidores brasileiros.
"Os investidores estão controlando seu entusiasmo, pois 'já vimos isso antes' e é provável que o conflito ainda tenha um longo caminho a percorrer antes de chegar a uma resolução (se é que chegará algum dia)", escreveu Adam Crisafulli, fundador da Vital Knowledge, em nota republicada pela CNBC.
Trump não contribuiu para o clima de entendimento. O presidente dos EUA chamou as lideranças iranianas de "incrivelmente hipócritas" e afirmou que o Irã tem "uma última chance para evitar a decapitação."
Ainda assim, o
petróleo caiu com amplitude, refletindo a percepção de que qualquer distensão é melhor do que a continuidade de uma guerra franca. Trump também se irritou com as petroleiras americanas, exigindo que reduzam seus preços ao consumidor final.
Vale e Petrobras fecham em queda
O principal obstáculo para o Ibovespa foi o comportamento das commodities. A
Vale (VALE3) recuou 2,15%, pressionada também pela queda do minério de ferro. A
Petrobras (PETR4) perdeu 0,85%, sem conseguir se beneficiar da euforia externa.
A
CSN (CSNA3) foi um dos maiores destaques negativos do dia, despencando 6,82% após uma prévia do 2T26 elevar os temores do mercado sobre a geração de caixa da companhia.
Bancos, Embraer e RAPT3 evitaram perdas maiores no índice
A
Embraer (EMBJ3) também contribuiu positivamente, com alta de 3,12%, retomando o bom momento após os robustos pedidos firmes anunciados recentemente.
A
Raízen (RAIZ4) terminou o dia no zero, embora os títulos de dívida da empresa ainda pareçam excessivamente descontados mesmo após a aprovação de seu plano de reestruturação financeira, segundo análise do Bradesco BBI.
A estrela do pregão foi a
Randon (RAPT3), com disparada de 41,77%, após a controladora propor OPA por RAPT3 com troca por ações da
Frasle (FRAS3).
No cenário doméstico, Brasil bate recorde de produção de petróleo e Copom decide
Selic na quarta.
No Brasil, a ANP informou que o país bateu em junho um novo recorde de produção de petróleo. O Congresso Nacional retornou do recesso, mas pautas como o fim da escala 6 por 1 não têm tramitação garantida com a eleição se aproximando.
📊 Para esta semana, o mercado aguarda a decisão do Copom sobre a Selic, prevista para quarta-feira. Segundo a XP, o corte virá acompanhado de uma pausa na sequência, com nova calibração apenas em 2027.