Operadora da Bolsa, a
B3 (B3SA3) pagará mais de R$ 1,1 bilhão em proventos para os seus acionistas.
O provento corresponde a um valor bruto de aproximadamente R$ 0,2265 por ação e será pago já no dia 7 de outubro. Ou seja, daqui a 20 dias.
Para ter direito a essa bolada, é preciso ser acionista da B3 no dia 22 de setembro. Isto é, na próxima terça-feira.
As ações da companhia serão negociadas na condição de ex-juros a partir de 23 de setembro (quarta-feira).
Vale lembrar, porém, que o pagamento de JCP está sujeito à retenção de 17,5% de IR (Imposto de Renda). Por isso, o valor líquido por ação será menor para os acionistas que não têm direito a isenção ou imunidade tributária.
Pelos cálculos da B3, o valor líquido será de aproximadamente R$ 0,1868 por ação. A B3 lembrou, porém, que os valores por ação são estimados e podem ser modificados em razão da recompra ou da venda de ações mantidas em tesouraria.
Proventos extraordinários
🔎 A B3 vai distribuir mais de R$ 1,1 bilhão para os seus acionistas porque decidiu pagar juros sobre o capital próprio extraordinários.
Os proventos extraordinários foram aprovados com base em saldos não utilizados de exercícios anteriores e representam a maior parte dessa bolada. Veja os valores:
- R$ 750 milhões em JCP extraordinários, o equivalente a R$ 0,1506 bruto ou R$ 0,1242 líquido por ação;
- R$ 378 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,0759 bruto ou R$ 0,0626 líquido por ação.
Negócios em alta
📈 Os proventos foram aprovados em um momento de muita movimentação na Bolsa, o que pode influenciar os resultados da B3.
De acordo com dados divulgados nesta semana pela B3, o volume financeiro médio negociado no segmento de ações subiu 26,1% em agosto, chegando a R$ 30,2 bilhões.
O volume de derivativos também subiu, mas neste caso a alta foi mais tímida (3,3%) e não foi acompanhada por uma alta da receita por contrato (-12,8%). Já a renda fixa seguiu em expansão, alcançando um estoque de R$ 9,99 trilhões.
Na avaliação do Safra, as eleições tendem a elevar ainda mais a movimentação do mercado, especialmente nos segmentos de ações e derivativos. Porém, o BTG Pactual acredita que é mais fácil captar os ganhos desse movimento investindo na
XP (XPBR31).
Em relatórios recentes, o BTG Pactual lembrou que a B3 está prestes a enfrentar mais concorrência, dada a
chegada de novas bolsas ao Brasil. Por isso, mantém uma postura neutra em relação às ações da B3. Esta também é a postura da XP.
"Embora vejamos as ações já refletindo um ambiente operacional mais construtivo na comparação anual e a atividade de derivativos ainda sem demonstrar uma recuperação mais consistente, continuamos vendo uma relação risco-retorno equilibrada e mantemos nossa recomendação Neutra para a B3", afirmou a XP, na terça-feira (15).