IBOV cai 1,5% com Fed sem novidades e Santander despencando 7%; PETR4 sobe

No primeiro recuo da semana, o mercado reagiu à manutenção dos juros pelo Fed e ao balanço fraco do Santander.

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Publicado em 29/07/2026 às 17:47h Publicado em 29/07/2026 às 17:47h por Matheus Silva
O dólar fechou com baixa de 0,27%, a R$ 5,10 (Imagem: Shutterstock)
O dólar fechou com baixa de 0,27%, a R$ 5,10 (Imagem: Shutterstock)
📉 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta quarta-feira (29) com queda de 1,52%, aos 173.885,34 pontos, na mínima do dia, uma perda de 2.679,41 pontos. 
Foi a primeira baixa da semana, em pregão marcado pela decisão do Fed (Federal Reserve) de manter os juros inalterados e pelo balanço decepcionante do Santander. 
O dólar comercial fechou com baixa de 0,27%, a R$ 5,108. Os DIs terminaram o dia em queda por toda a curva, após passarem o pregão em alta.

Fed mantém juros com três dissidências

O grande evento do dia foi a decisão do Fed de manter as taxas de juros inalteradas, com três dissidências pedindo alta de 0,25 ponto percentual. 
O comunicado e a coletiva de imprensa de Kevin Warsh, porém, não trouxeram surpresas nem sinalizações sobre os próximos passos da política monetária.
O estilo de Warsh tem sido de passividade diante dos movimentos de mercado, posicionando-se como observador e não como alguém que interfere, como fez questão de salientar durante a coletiva.
Com o foco no Fed, a alta forte do petróleo acabou contribuindo para deixar o humor mais azedo. Trump prometeu resposta a um ataque do Irã a bases norte-americanas, e a Arábia Saudita se juntou aos EUA em ataques no Iraque. 
O conflito no Oriente Médio parece se aprofundar, sem sinais claros de desescalada.

Santander cai 7,37% com balanço fraco

No Brasil, os dados do Caged mostraram criação de empregos mais forte do que o esperado, enquanto o Tesouro divulgou uma dívida pública igualmente acima do previsto.
No mercado acionário, o Santander (SANB11) foi o grande vilão do dia, com queda de 7,37% após divulgar números decepcionantes no balanço do 2T26. 
A pressão contaminou o setor bancário. O Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 2,43%, o Bradesco (BBDC4) perdeu 2,24% e o Banco do Brasil (BBAS3) encerrou com leve queda de 0,24%, após tentar sustentar alta ao longo do dia. 
A Vale (VALE3) perdeu 0,85%, mesmo começando o pregão com fôlego, às vésperas de divulgar seu balanço do 2T26 nesta quinta após o fechamento. A Ambev (ABEV3), que também reporta o resultado amanhã, cedeu 1,24%.
Na contramão, a Petrobras (PETR4) subiu 1,92%, sustentada não apenas pela alta do petróleo, mas também pelos dados de produção divulgados após o fechamento de terça-feira, que projetam um forte 2T26 e novo dividendo bilionário. A PRIO (PRIO3) pegou carona na commodity e fechou com alta de 2,89%.

Agenda de quinta traz PCE, PIB preliminar dos EUA e dados da Europa

A quinta-feira (30) tem agenda mais carregada: os EUA divulgam a inflação de consumo pessoal (PCE) e a primeira leitura preliminar do PIB do terceiro trimestre de 2026. 
📈 Zona do Euro, França e Alemanha também apresentam uma série de indicadores econômicos ao longo do dia.