📅 O plano do grupo é concluir a
OPA (oferta pública de aquisição) no primeiro semestre de 2027. Por isso, a recomendação é que os investidores do banco brasileiro mantenham seus dados cadastrais atualizados junto ao escriturador ou custodiante de suas ações, para facilitar a eventual participação na oferta.
A recomendação consta em um aviso aos acionistas publicado nessa segunda-feira (31) pelo Santander Brasil, com o intuito de atualizar os investidores sobre o andamento da OPA.
O documento também lembra, contudo, que o lançamento da OPA ainda depende de determinadas condições.
Entre essas condições, estão a obtenção das aprovações regulatórias aplicáveis, a aprovação de um aumento de capital pelos acionistas da sua matriz espanhola e a ausência de qualquer efeito material adverso, o que inclui riscos de mercado, mudanças regulatórias e até alterações na política monetária.
A OPA do Santander
🏦 O Banco Santander da Espanha anunciou no final de julho a intenção de lançar uma OPA voltada às ações da operação brasileira.
O objetivo do grupo espanhol é comprar todas as
ações, Units e
ADSs do banco brasileiro que estão em circulação no mercado, que representam até 10% do capital social do Santander Brasil.
A OPA pode movimentar até 1,9 bilhão de euros. Isto é, cerca de R$ 11 bilhões na cotação atual. Porém, o custo pode ser menor, pois os acionistas do banco brasileiro não são obrigados a aceitar a oferta do grupo espanhol.
Vale ressaltar ainda que esse valor não será pago em dinheiro, pois a OPA prevê a troca de ações do Santander Brasil por novos papeis do Banco Santander Espanha. Tanto que a operação é chamada pelo grupo de "Oferta de Permuta".
A relação de troca proposta pelo banco é a seguinte:
- 0,2028 BDRs ou ADSs do Banco Santander para cada ação ordinária ou ação preferencial do Santander Brasil;
- 0,4056 BDRs ou ADSs do Banco Santander para cada Unit ou ADS do Santander Brasil.
Prós e contras
💲 De acordo com a instituição, essa relação de troca representa um prêmio de 15% sobre a cotação dos papeis no fechamento de 30 de julho, o último antes do anúncio da oferta.
Ainda assim, analistas veem riscos na oferta. Afinal, os papeis do Santander Brasil caíram antes do anúncio da OPA, pressionados pelo cenário desafiador enfrentado pelo banco nos últimos trimestres.
Por outro lado, analistas lembram que o investidor que decidir manter os papeis do Santander Brasil corre o risco de ficar com um ativo de baixa liquidez na carteira. Isso porque o banco continuará listado na B3, mas a liquidez do papel cairá substancialmente se um grande número de investidores aceitar a oferta do grupo espanhol.
Já a presidente do Banco Santander, Ana Botín, disse que a operação deve elevar o lucro e o valor patrimonial tangível por ação. Segundo ela, a operação faz parte da estratégia do banco de alocar capital de forma disciplinada, simplificar o grupo e continuar reforçando o compromisso com o Brasil a longo prazo.
"A transação reforça a confiança do Santander no potencial de sua subsidiária brasileira e permite que os acionistas do Santander Brasil se tornem acionistas de um dos grupos financeiros mais fortes e lucrativos do mundo", afirmou o banco, no lançamento da oferta.