Nesta semana, a gestão do
FII CACR11 veio a público atualizar a situação e dar indícios de quando os proventos voltarão a engordar os bolsos dos investidores. De bate-pronto, o foco é pagar
dividendos apenas com a geração de caixa das vendas dos projetos imobiliários atrasados.
Só que a pedra no sapato do
FII CACR11 em 2026 está em atrasos na aprovação de projetos imobiliários (justamente no Registro de Incorporação e no Habite-se), que culminaram na frustração de lançamentos e vendas de empreendimentos como Savoie, Viva Itaparica e Station.
Os empreendimentos imobiliários residenciais Savoie, Viva e Itaparica estão situados na Bahia, enquanto o projeto Station localiza-se em São Paulo.
Situação do FII CACR11
Fora isso, o
FII CACR11 enfrenta questões societárias no CRI Helvetia, que sozinho já deve R$ 60 milhões aos cotistas, para construção de bairro residencial fechado em Indaiatuba, no interior paulista.
"Temos um total de R$ 1,61 por cota distribuíveis no primeiro semestre de 2026, restando dois meses em aberto [maio e junho], em que temos a obrigação de distribuir 95% do lucro. Já no segundo semestre de 2026, o
FII CACR11 priorizará a continuidade das obras em curso, de forma a assegurar suas conclusões e entregas", destaca a gestão, em comunicado divulgado no último dia 19 de maio.
Com o pagamento de dividendos futuros do
FII CACR11 limitado à geração de caixa do fluxo de vendas dos projetos imobiliários, a própria gestão visa não criar falsas expectativas de curta duração, prevendo que até o final do ano haverá um período de reestruturação da liquidez do
FII de papel.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no
FII CACR11 há 12 meses, hoje você teria R$ 450,72, já considerando o reinvestimento dos
dividendos mensais. A simulação também aponta que o
IFIX teria retornado R$ 1.109,98 nas mesmas condições.