Mesmo em meio a um ciclo de cortes da
taxa Selic em 2026, a estratégia de lucrar pesado com marcação a mercado no
Tesouro Direto não é linear e exige estômago do investidor de
renda fixa arrojado. Afinal de contas, as taxas voltaram a subir com força em maio de 2026.
Nesta terça-feira (19), o
Tesouro Renda+ 2065 oferecia taxa de
IPCA+ 7,03% ao ano, o maior patamar desde o final de março de 2026, sendo que no último dia 8 de maio, a taxa fez mínima em
IPCA+ 6,88% ao ano.
Em compensação, o preço unitário do
Tesouro Renda+ 2065 se desvalorizou de R$ 202,41 para os atuais R$ 190,39, dentro do período citado, culminando no prejuízo de -6% na marcação a mercado em menos de 30 dias corridos.
Para o analista Pedro Serra, da corretora Ativa Investimentos, a curva de juros futuros brasileira tem acompanhado a alta das taxas registradas pelos títulos do governo americano, os quais refletem a cautela dos investidores globais em tempos de incertezas geopolíticas.
Vale destacar que os títulos do governo americano,
com vencimento em 30 anos, alcançaram nesta terça-feira (19) o patamar recorde de 5,19% ao ano, os maiores
juros compostos já registrados desde a crise financeira global de 2008, que ficou conhecida como a crise do subprime justamente por sua origem nas hipotecas americanas, cujos contratos se baseavam nos títulos de renda fixa de longuíssimo prazo.