Ex-queridinha? Banco do Brasil (BBAS3) deixa a lista de compras de Luiz Barsi

Barsi investe no BB há mais de 50 anos, mas não pretende ampliar a sua posição no banco agora.

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Publicado em 19/06/2026 às 13:11h Publicado em 19/06/2026 às 13:11h por Marina Barbosa
Barsi é o maior investidor pessoa física do Brasil (Imagem: Facebook/Reprodução)
Barsi é o maior investidor pessoa física do Brasil (Imagem: Facebook/Reprodução)
O Banco do Brasil (BBAS3) saiu da lista de compras do megainvestidor Luiz Barsi, ao menos por enquanto.
⚠️ Maior investidor pessoa física do país, Barsi investe no BB há mais de 50 anos. Porém, não pretende ampliar a sua posição na instituição neste momento, apesar da recente queda dos papeis.
Em entrevista ao canal Primo Rico, o megainvestidor disse que não compraria mais ações do Banco do Brasil enquanto a esquerda estiver no poder. Mas ressaltou: "É uma opinião muito pessoal".
"Eu vejo os resultados. O Banco do Brasil deveria ser um banco cuja cotação estivesse acima do seu patrimônio. E não está", afirmou.
Pelos cálculos de Barsi, a ação do BB tem um valor patrimonial de R$ 32. Contudo, o papel está sendo negociado abaixo dos R$ 20 na B3, devido aos desafios trazidos pela crise do agronegócio.
O lucro e o payout do Banco do Brasil diminuíram nos últimos trimestres, em meio ao aumento da inadimplência e das provisões contra perdas no agronegócio. E, na avaliação do mercado, esse momento desafiador ainda não passou.

Lula x Bolsonaro

Vale ressaltar, no entanto, que as ações do BB acumulam uma valorização superior a 30% neste governo Lula (PT). Já no governo de Jair Bolsonaro (PL), o papel teve uma leve queda de 1,3%.
💰 Um levantamento da Elos Ayta Consultoria mostra ainda que o Banco do Brasil já pagou mais dividendos neste governo Lula do que na administração Bolsonaro, mesmo ainda faltando alguns trimestres para o fim do atual mandato.
De acordo com o estudo, o BB liberou quase R$ 33,5 bilhões em dividendos para os seus acionistas entre 2019 e 2022, no mandato de Jair Bolsonaro.
Já entre 2023 e o primeiro trimestre de 2026, o início do atual governo Lula, os dividendos do BB somaram R$ 42,8 bilhões. Isto é, um volume 27,9% superior.

Outras ações 

Na entrevista ao Primo Rico, Luiz Barsi admitiu que o Banco do Brasil não é o único a ser negociado abaixo do seu valor patrimonial na B3 neste momento.
Ele reconheceu ainda que momentos de baixa das ações, como o que vem acontecendo com o BB, podem abrir janelas de entrada para os investidores.
O próprio Barsi começou a comprar ações do Banrisul (BRSR5) depois que o papel derreteu na Bolsa em 2024, em meio às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

Foco em dividendos

É justamente por causa do preço elevado das ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4) que Barsi tem outras preferências na B3.
📊 Ele calcula que, pelo valor desses papeis, é possível comprar um número maior de ações de outras empresas pagadoras de dividendos e, assim, garantir o recebimento de um volume maior de proventos.
Por exemplo, as ações da Vale são negociadas por cerca de R$ 80 na B3 no momento. Mas, para Barsi, é melhor aplicar esse valor comprando ações como a do BMG (BMBG4). Afinal, o papel do banco mineiro custa pouco mais de R$ 5 e a instituição tem a política de distribuir dividendos trimestralmente para os seus acionistas.
"O mercado me ensinou que dividendo você ganha por quantidade possuída e não por valor aplicado. Se com uma ação, eu compro 5 da outra, eu tenho mais oportunidade", explicou.
Conhecido como o Rei dos Dividendos, Barsi ainda citou outras ações que mantêm na carteira para garantir uma renda passiva, como Caixa Seguridade (CXSE3), BB Seguridade (BBSE3) e Cemig (CMIG4). Além disso, reforçou a confiança no desenvolvimento tecnológico da Taurus (TASA4).

Próxima aposta?

Barsi ainda disse acreditar na recuperação das ações da Braskem (BRKM5), que tocaram nas mínimas do ano recentemente em meio a preocupações sobre a situação financeira da empresa.
A Braskem tenta reestruturar a sua dívida há meses. Por isso, não descarta a possibilidade de uma recuperação extrajudicial. Para completar, virou ré em uma ação que avalia o impacto socioambiental das suas atividades em Maceió, o que pode elevar suas despesas.
Apesar disso, Barsi acredita que as ações podem subir, já que a companhia recentemente ganhou um novo controlador e a Petrobras também já demonstrou interesse na petroquímica. Mas, vale lembrar, a mudança de controle ainda pode levar a Braskem a ser alvo de uma OPA, que pode tirar a empresa da Bolsa.