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C&A (CEAB3) abriu o segundo semestre com o melhor resultado já registrado para um segundo trimestre. O lucro líquido ajustado entre abril e junho chegou a R$ 130,1 milhões, crescimento de 4,3% frente ao mesmo intervalo de 2025.
Na linha reportada, o número foi de R$ 177,9 milhões, mas a queda de 11,2% na comparação anual tem explicação. O segundo trimestre de 2025 havia sido inflado pela venda da carteira remanescente do Bradescard, enquanto o resultado deste ano carregou uma reversão de provisão de R$ 80,7 milhões.
A receita líquida consolidada alcançou R$ 2,08 bilhões, avanço de 1,2% em um ano. A linha de vestuário puxou o crescimento, com alta de 5,6% para R$ 1,89 bilhão, e as vendas nas mesmas lojas avançaram 4,1%, sustentadas pela coleção de inverno e pela estratégia Energia C&A.
Margem do vestuário bate recorde pelo 20º tri consecutivo
O Ebitda ajustado pós-IFRS 16 ficou em R$ 435,9 milhões, praticamente no mesmo patamar do 2T25, com margem de 20,9%. Mais expressivo foi o avanço das margens brutas, com a consolidada chegando a 58,1% e a de vestuário atingindo 59,1%, acumulando duas décadas consecutivas de expansão trimestral.
A empresa credita o desempenho à disciplina comercial, ao uso da metodologia Test & Learn, à gestão de precificação e à valorização cambial do real frente ao
dólar.
C&A Pay melhora carteira e derruba inadimplência
O braço financeiro da companhia seguiu em trajetória de recuperação. O C&A Pay gerou receita de R$ 93,4 milhões, crescimento de 9,4% na comparação anual, e o resultado da operação avançou para R$ 15,4 milhões, beneficiado pelo maior volume de parcelamentos com juros e pela redução de 25,7% nas despesas comerciais da divisão.
A qualidade da carteira melhorou de forma relevante. A inadimplência medida pelo NPL 90 recuou de 17,1% para 13,4%, e a perda líquida caiu 0,9%, para R$ 39,8 milhões.
A carteira ativa de crédito com prazo de até 360 dias cresceu 10,2%, chegando a R$ 978,8 milhões.
Dívida encolhe 26% e despesas com juros caem 30%
O trabalho de desalavancagem continuou ganhando ritmo. A dívida bruta encolheu 26,2% na comparação anual, puxando para baixo as despesas financeiras, que recuaram 21,9%, para R$ 117,4 milhões.
Os gastos com juros sobre empréstimos caíram ainda mais, 30,3%, para R$ 34,3 milhões. O resultado financeiro líquido, embora ainda negativo em R$ 73,8 milhões, melhorou 15,3% frente ao mesmo período do ano passado, com o encerramento da parceria com o Bradescard contribuindo para a queda dos encargos.
No campo operacional, a rede encerrou junho com 341 lojas após um trimestre em que foram abertas duas unidades, realizadas duas reformas no modelo Energia, uma ampliação e inaugurada a primeira loja Ace.
📈 Os investimentos totalizaram R$ 119,6 milhões. Já no programa de recompra de ações, 85% do volume autorizado havia sido executado, com desembolso de R$ 64,3 milhões apenas no trimestre.