📉 O principal índice da B3 até abriu em alta, mas logo virou para a queda, contaminado pelo clima de cautela que impera entre os investidores globais.
Depois de uma semana de muito otimismo, o mercado voltou a ter dúvidas sobre o acordo que promete pôr fim à guerra no Oriente Médio.
Isso porque o Irã disse no sábado (8) que a reabertura do Estreito de Ormuz não dependia apenas desse acordo, mas também do cumprimento de determinadas condições pelos Estados Unidos. Em resposta, Donald Trump indicou que poderia elevar a pressão financeira sobre Teerã.
Diante de mais esse impasse, as bolsas globais oscilam e os preços do
petróleo sobem quase 4% nesta segunda-feira (10).
O que mais mexe com o mercado?
Para completar o clima de cautela, o mercado ainda aguarda os dados de inflação dos Estados Unidos, previstos para quarta-feira (12), para saber o que esperar das taxas de juros americanas.
💲 Por aqui, o
Boletim Focus reforçou a expectativa de mais um corte da
Selic em 2026 e mostrou que esse ajuste já pode ocorrer na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em setembro. Ainda assim, a curva de juros tem nova alta.
Diante desse cenário, o Ibovespa recuava 0,22% às 13h, aos 172.126 pontos. Já o
dólar avançava 0.31%, voltando a ser negociado por R$ 5,10.
Nos Estados Unidos, o
S&P 500 subia 0,12%, enquanto o
Dow Jones e o
Nasdaq registravam uma leve queda de 0,04%.
Os destaques do IBOV
✈️ Não à toa, a
Embraer (EMBJ3) desponta como a maior alta do dia no Ibovespa, com uma alta superior a 5%.
A fabricante de aeronaves registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão no segundo trimestre e, com isso, elevou o guidance para 2026,
veja os números.
A
Petrobras (PETR4) também sobe forte, diante da alta dos preços do petróleo. A
Prio (PRIO3) segue a mesma tendência, mas com um reforço extra: a recomendação de compra do Itaú BBA.
📉 Por outro lado, a
Vamos (VAMO3) cai mais de 4% e lidera as baixas do dia, após a renúncia do CFO.
A
CSN (CSNA3) também opera em queda, mesmo depois de confirmar o recebimento de propostas vinculantes pela
CSN Cimentos.