Petrobras (PETR4) faz nova descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

O achado foi realizado no poço Morpho, em águas ultraprofundas da costa do Amapá.

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Publicado em 02/10/2026 às 10:19h - Atualizado em 02/10/2026 às 10:50h Publicado em 02/10/2026 às 10:19h Atualizado em 02/10/2026 às 10:50h por Marina Barbosa
Esta é a segunda descoberta de petróleo feita pela Petrobras na Foz do Amazonas (Imagem: Divulgação)
Esta é a segunda descoberta de petróleo feita pela Petrobras na Foz do Amazonas (Imagem: Divulgação)
A Petrobras (PETR4) fez mais uma descoberta de petróleo na Foz do Amazonas. O achado também foi realizado no poço Morpho, onde a estatal já havia encontrado petróleo em agosto.
Em nota, a Petrobras explicou que continuou perfurando o poço após a primeira descoberta, para avaliar intervalos exploratórios mais profundos e, assim, chegou a um novo intervalo portador de petróleo.
Isto é, primeiro a Petrobras encontrou petróleo em águas profundas e depois percebeu que também havia óleo nas águas ultraprofundas deste mesmo poço.
"A nova descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos e do potencial de recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas", afirmou.

Foz do Amazonas

O poço Morpho fica a cerca de 175 km da costa do Amapá, a uma profundidade de aproximadamente 2.886 metros, e começou a ser perfurado em outubro de 2025, depois que a Petrobras conseguiu a licença do Ibama.
A estrutura representa o primeiro ponto de exploração de petróleo da estatal na Foz do Amazonas, uma das principais bacias da Margem Equatorial, e tornou-se alvo de polêmica nos últimos meses.
De um lado, a Petrobras e o governo federal esperam que a região se transforme em uma nova fronteira de exploração de petróleo, o que poderia contribuir com a economia brasileira e com a reposição de reservas da estatal.
Do outro, organizações ambientais e o MPF (Ministério Público Federal) demonstram preocupação com os potenciais impactos da exploração de petróleo no ecossistema local. 
Um vazamento de petróleo chegou a ser constatado no início de 2026, mas foi controlado e não causou danos ambientais ou sociais. Por isso, a estatal foi autorizada a retomar a perfuração do polo Morpho pouco depois.
Ao anunciar a nova descoberta de petróleo nesta sexta-feira (2), a Petrobras voltou a dizer que as atividades exploratórias têm sido conduzidas com segurança na região.
"A Petrobras concluirá as atividades de perfuração do poço, seguindo com a avaliação das formações identificadas, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas", afirmou.

Próximos passos

O novo intervalo portador de petróleo no poço Morpho foi identificado por meio de perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos obtidos durante as operações. 
De acordo com a Petrobras, a avaliação do material continua em curso e as informações coletadas serão posteriormente caracterizadas por meio de análises laboratoriais.
A estatal também segue realizando testes no primeiro petróleo encontrado na Foz do Amazonas, mas disse que as análises já realizadas permitem confirmar a boa qualidade do material.
Depois de concluir a perfuração do Morpho, a companhia ainda pretende perfurar mais três poços exploratórios na Foz do Amazonas para avaliar o tamanho dessa reserva e entender se a exploração comercial de petróleo é viável na região.
O trabalho de perfuração pode levar até três anos. Se constatar a viabilidade comercial, a Petrobras ainda terá que planejar e conseguir o licenciamento ambiental para a exploração de petróleo na região.
Pelos cálculos da própria estatal, este trabalho pode levar de sete a oito anos. Por isso, a expectativa é de que uma eventual exploração comercial de petróleo na Foz do Amazonas só tenha início por volta de 2033. 
Ainda assim, o timing é estratégico, pois projeções apontam para um declínio da produção de petróleo do pré-sal na próxima década.
"A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, contribuindo para o atendimento à demanda energética do país", afirmou a Petrobras.