"Essa nova fronteira no Amapá tem o potencial de mitigar o pico de declínio produtivo do
petróleo proveniente do pré-sal na costa do Rio de Janeiro. Confirmada a viabilidade econômica das novas reservas, haverá mais interesse de novos parceiros na Margem Equatorial", comentou Magda Chambriard, durante a coletiva de imprensa.
Para a executiva, a sequência de descobertas no poço Morpho, situado a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, esquenta a região, com fortes indícios de que o óleo encontrado na Foz do Amazonas tenha melhor qualidade do que o presente no pré-sal já consolidado na Bacia de Santos.
Vale recordar que a fronteira do pré-sal, que alçou a Petrobras a patamares inéditos nos anos 2000, só teve sucesso exploratório em sua nona tentativa, enquanto que a sonda exploratória do poço Morpho já reporta, ao menos, duas reservas de petróleo de aparente alta qualidade em camadas diferentes.
Embora questionada por diversas vezes pelos jornalistas, a CEO da estatal não forneceu detalhes preliminares referentes ao volume produtivo de petróleo esperado por questões regulatórias que impedem a veiculação de dados pelos próximos dois anos.
Chambriard também descartou quaisquer motivações eleitoreiras em relação à nova descoberta feita pela Petrobras, que coincide com as vésperas do 1º turno das
Eleições 2026, com eleitores indo às urnas neste próximo domingo (4). A executiva explicou que, por razões regulatórias, a companhia é obrigada a apresentar ao mercado os avanços, sem nenhuma seletividade.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Petrobras (PETR4) há dez anos, hoje você teria R$ 13.497,30, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.212,40 nas mesmas condições.