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Grupo Casas Bahia (BHIA3) ampliou o prejuízo líquido no 1T26 (primeiro trimestre de 2026) e encerrou o período com perdas de R$ 1,064 bilhão, resultado 2,6 vezes maior do que o registrado no mesmo intervalo do ano passado, quando o prejuízo havia sido de R$ 408 milhões.
O desempenho foi pressionado, principalmente, pelo avanço de 27% no resultado financeiro líquido negativo, que chegou a R$ 1,171 bilhão. Apesar do resultado final mais fraco, a companhia apresentou crescimento operacional no trimestre.
A receita líquida avançou 6,1% na comparação anual, somando R$ 7,416 bilhões entre janeiro e março, enquanto a receita bruta alcançou R$ 8,83 bilhões, alta de 6,4%. O movimento refletiu maior volume de vendas e expansão das operações da varejista.
O Ebitda ajustado do Grupo Casas Bahia totalizou R$ 597 milhões no 1T26, crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período de 2025. Já o Ebitda tradicional ficou em R$ 509 milhões, recuo de 7,8% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada ficou em 8,1%, praticamente estável frente aos 8,2% registrados um ano antes.
O lucro bruto da varejista atingiu R$ 2,247 bilhões no trimestre, avanço de 6,5% na comparação anual, enquanto a margem bruta permaneceu praticamente estável em 30,3%. As despesas com vendas cresceram 6,7%, para R$ 1,442 bilhão, enquanto as despesas gerais e administrativas recuaram 1,1%, totalizando R$ 262 milhões.
No balanço patrimonial, a companhia encerrou março com R$ 33,3 bilhões em ativos totais e patrimônio líquido de R$ 1,778 bilhão. O caixa e aplicações financeiras somaram R$ 1,206 bilhão ao fim do trimestre. Já o fluxo de caixa operacional ficou positivo em R$ 3,825 bilhões, acima dos R$ 2,144 bilhões registrados no mesmo período de 2025.