Casas Bahia (BHIA3) aprova aumento de capital de R$ 93,6 milhões

A operação resultou na emissão de 25.236.740 novas ações ordinárias.

Author
Publicado em 15/04/2026 às 11:05h Publicado em 15/04/2026 às 11:05h por Elanny Vlaxio
O fluxo de caixa livre da firma foi positivo em R$ 1,8 bilhão no trimestre (Imagem: Shutterstock)
O fluxo de caixa livre da firma foi positivo em R$ 1,8 bilhão no trimestre (Imagem: Shutterstock)
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) aprovou um aumento de capital no valor de R$ 93,6 milhões, conforme deliberação do Conselho de Administração em reunião realizada em 13 de abril de 2026. A operação foi realizada dentro do limite do capital autorizado da companhia e sem necessidade de reforma estatutária.
De acordo com o aviso aos acionistas, o aumento decorre da conversão obrigatória de debêntures em ações. Ao todo, foram convertidas 25.236.740 debêntures da 2ª série da 11ª emissão da companhia, na proporção de uma ação ordinária para cada debênture.
Com a operação, o capital social da companhia foi elevado de R$ 7,115 bilhões para R$ 7,124 bilhões. Do montante total do aumento, R$ 9,36 milhões foram destinados à conta de capital social, enquanto o restante foi alocado em reserva de capital. A operação resultou na emissão de 25.236.740 novas ações ordinárias, que passam a ter os mesmos direitos das demais ações já existentes, incluindo participação em dividendos futuros.
Lembrando que o grupo reportou um prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão no 4º trimestre de 2025. No entanto, a companhia destaca que este resultado foi impactado por um ajuste contábil de IR (Imposto de Renda) diferido no valor de R$ 1,45 bilhão, realizado sem efeito no caixa. 
O grupo registrou melhora na margem Ebitda ajustada, que atingiu 9,8%. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 826 milhões. A dívida líquida foi reduzida em R$ 3,8 bilhões, encerrando o ano em R$ 1,13 bilhão. Com isso, a alavancagem financeira caiu drasticamente de 2,2x no 2T25 para 0,4x no 4T25.
Na outra ponta, o fluxo de caixa livre da firma foi positivo em R$ 1,8 bilhão no trimestre. A posição de liquidez encerrou o ano em R$ 3,4 bilhões. A carteira de crediário cresceu 7% em um ano, chegando a R$ 6,6 bilhões. As receitas de serviços cresceram 15,5% no trimestre.