O
Bradesco (BBDC4) reportou lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026 (
3T26), crescimento de +14,6% na comparação anual. Fora que a lucratividade da
instituição financeira privada atendeu às expectativas do mercado, conforme os resultados apresentados nesta quinta-feira (22).
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Logo, o Bradesco engatilhou o seu 11º trimestre consecutivo de melhora desde que decidiu colocar a casa em ordem logo após o período pandêmico, que foi marcado por forte onda de calotes.
Justamente a taxa de inadimplência acima de 90 dias teve ligeiro avanço de 0,5 ponto percentual em 12 meses, encerrando setembro em 4,6%. Vale citar que o atual patamar de
taxa Selic em 13,75% ao ano contribui para o elevado endividamento das famílias e empresas no Brasil.
A carteira de crédito expandida do Bradesco teve crescimento de +11,1% em relação ao mesmo período do ano passado, batendo R$ 1,15 trilhão, ao passo que as provisões do banco saltaram 24,3% na comparação anual e somaram R$ 10,6 bilhões, como forma de mitigar o impacto de maus tomadores de empréstimo.
Por sua vez, a margem financeira totalizou R$ 21,3 bilhões no 3T26, ganho de +14,2% em relação ao trimestre anterior. O Bradesco é o primeiro
grande banco a apresentar os seus resultados nesta temporada de balanços.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Bradesco (BBDC4) há dez anos, hoje você teria R$ 2.041,90, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 2.041,90 nas mesmas condições.
Recompra de ações
O conselho administrativo do Bradesco renovou o programa de recompra de ações, permitindo a aquisição de até 106,5 milhões de papéis atualmente em circulação na bolsa de valores, durante os próximos 18 meses.
Até 53,4 milhões de ações serão ordinárias (
BBDC3) e 53,2 milhões, preferenciais (
BBDC4) no âmbito da recompra de ações, pagando-se o preço de mercado a depender das estratégias da administração do banco.
Para os gestores do Bradesco, a iniciativa busca “identificar oportunidades de mercado, maximizando a alocação de recursos disponíveis em reservas, em montantes cujo dispêndio não venham a comprometer os seus resultados”.
Quando uma empresa recompra suas ações em circulação na bolsa de valores e decide cancelá-las, obviamente o número de ações em circulação diminui. Ao mesmo tempo, cada ação remanescente passa a representar uma parcela proporcionalmente maior do capital da companhia, inclusive mais dinheiro com
dividendos é embolsado assim.