Bitcoin (BTC): Volatilidade se aproxima da mínima de 2026; o que pode mudar esse cenário?

Nos últimos 28 dias, a volatilidade realizada do Bitcoin caiu para 1,2%, perto da mínima registrada neste ano.

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Publicado em 22/10/2026 às 10:48h Publicado em 22/10/2026 às 10:48h por Elanny Vlaxio
A criptomoeda passou a última semana negociada principalmente entre US$ 80 mil  (Imagem: Shutterstock)
A criptomoeda passou a última semana negociada principalmente entre US$ 80 mil (Imagem: Shutterstock)
A volatilidade do Bitcoin (BTC) está próxima do menor patamar de 2026, enquanto investidores acompanham dois eventos que podem provocar novas oscilações no mercado de criptomoedas, sendo: a próxima decisão de juros do Fed (Federal Reserve), marcada para 28 de outubro, e as eleições legislativas dos Estados Unidos, previstas para 3 de novembro. 
Segundo relatório da empresa de análise K33, a redução das negociações e a estabilidade recente do preço indicam um mercado à espera de novos catalisadores.
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Nos últimos 28 dias, a volatilidade realizada do Bitcoin caiu para 1,2%, perto da mínima registrada neste ano. A criptomoeda passou a última semana negociada principalmente entre US$ 80 mil e US$ 84 mil, sem estabelecer uma direção definida. 
Para Vetle Lunde, chefe de pesquisa da K33, a calmaria pode dar lugar a oscilações mais expressivas. “Expansões normalmente acontecem depois de períodos de compressão, e esperamos que a volatilidade do BTC aumente em breve”, afirmou.

Bitcoin registra menor atividade de negociação

O relatório da K33 também aponta uma redução no volume negociado. A média diária de operações com Bitcoin no mercado à vista ficou em US$ 2,5 bilhões, recuo de 1% em relação à semana anterior.
A empresa comparou o atual comportamento do mercado ao período de recuperação observado em 2023, quando a participação dos investidores também era relativamente limitada. Ainda assim, a baixa volatilidade não indica, por si só, qual será a direção do próximo movimento: o preço pode acelerar tanto para cima quanto para baixo.
Apesar do ritmo mais moderado nas negociações, os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos continuaram recebendo recursos. Em 19 de outubro, o IBIT, fundo negociado em bolsa da BlackRock, registrou entradas equivalentes a 8.128 bitcoins. Foi o maior fluxo diário positivo do produto em quantidade de BTC desde abril de 2025.
Na mesma data, o conjunto dos ETFs americanos de Bitcoin à vista apresentou entradas líquidas equivalentes a 6.436 BTC, conforme os dados da K33. Os demais fundos tiveram saídas combinadas de 1.692 BTC, reduzindo parte do saldo positivo registrado pelo produto da BlackRock, segundo o portal do Bitcoin.

Bitcoin volta a acompanhar o mercado de ações

Outro aspecto observado pela K33 é a retomada da correlação entre o Bitcoin e o Nasdaq, índice que reúne principalmente empresas de tecnologia. Depois de essa relação perder força em agosto e setembro, o desempenho dos dois ativos voltou a apresentar trajetórias semelhantes.
Nas duas semanas anteriores à divulgação do relatório, os retornos do Bitcoin e do Nasdaq foram praticamente idênticos. A proximidade ficou evidente durante a recente queda das bolsas americanas, motivada por preocupações com a inflação e pela desvalorização de ações de empresas de semicondutores.
Apesar desse cenário, o Bitcoin demonstrou resistência relativa já que, enquanto o Nasdaq registrou sua pior semana desde abril de 2025, a criptomoeda recuou aproximadamente 2%. A K33, entretanto, pondera que esse desempenho não significa que o Bitcoin tenha se desvinculado do mercado acionário.
Joel Kruger, estrategista de mercado do LMAX Group, também avalia que o Bitcoin e o Ethereum continuam em uma fase de consolidação após a recuperação observada em agosto e setembro.
Em declaração ao The Block, ele afirmou que a recente alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e a valorização do dólar demonstram que os mercados ainda estão ajustando suas expectativas.
Na avaliação de Kruger, as perdas recentes podem representar uma pausa no movimento de recuperação das criptomoedas, com possibilidade de retomada das altas até o fim do ano.