A empresa brasileira que pode disparar quase 100%, segundo o Morgan Stanley

O relatório indica que a valorização recente da Bolsa brasileira não eliminou as perspectivas de novos ganhos.

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Publicado em 22/10/2026 às 13:35h Publicado em 22/10/2026 às 13:35h por Elanny Vlaxio
O portfólio modelo da instituição utiliza múltiplos de preço sobre lucro (Imagem: Shutterstock)
O portfólio modelo da instituição utiliza múltiplos de preço sobre lucro (Imagem: Shutterstock)
As ações brasileiras ainda podem subir cerca de 50% em dólar, mesmo após a forte valorização registrada desde o primeiro turno das eleições presidenciais, segundo uma análise do Morgan Stanley. Em um cenário otimista, o banco norte-americano vê potencial de alta de até 99% para o Nubank (ROXO34) e de 92% para a Axia Energia (AXIA3).
O relatório indica que a valorização recente da Bolsa brasileira não eliminou as perspectivas de novos ganhos. Aproximadamente 75% das ações que integram o Ibovespa passaram a ser negociadas acima de suas médias móveis de 200 dias após o resultado do primeiro turno, sinalizando que a alta alcançou uma parcela expressiva do mercado.
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Para os estrategistas do banco, o mercado entrou em uma etapa de ampliação dos ganhos. Diante desse movimento, a avaliação do banco é que ainda existe espaço para valorização, apesar da disparada recente dos ativos brasileiros.

Nubank e Axia Energia têm maior potencial de alta

Na carteira recomendada para o Brasil, Nubank (ROXO34) e Axia Energia (AXIA3) se destacam pelas perspectivas de valorização. O banco calcula que os papéis do Nubank poderiam avançar 99% no cenário otimista, enquanto os da Axia Energia teriam potencial de alta de 92%.
Outras companhias também aparecem entre as oportunidades identificadas pelo Morgan Stanley: Banco do Brasil (BBAS3), Raia Drogasil (RADL3), Smart Fit (SMFT3), Copasa (CSMG3), Bradesco (BBDC4), Localiza (RENT3) e Rede D’Or (RDOR3).
O portfólio modelo da instituição utiliza múltiplos de preço sobre lucro projetados para 2028 e 2029. Esse horizonte considera o período em que possíveis mudanças na política econômica poderiam começar a aparecer nos resultados das empresas.

Axia, B3 e BTG estão entre as principais posições

Na composição do portfólio modelo, a Axia Energia tem peso de 8,5%, seguida pela B3 (B3SA3), com 6,7%; pelo BTG Pactual (BPAC11), com 6%; pela Sabesp (SBSP3), com 5,8%; e pela Embraer (EMBJ3), com 5,7%.
O banco também mantém posições relevantes em outras grandes companhias brasileiras. A Petrobras (PETR4) representa 18,7% da carteira, enquanto a Vale (VALE3) responde por 10,9% e o Itaú Unibanco (ITUB4), por 10,6%.