As ações brasileiras ainda têm potencial de valorização de cerca de 50% em dólar, mesmo depois do forte rali registrado após o primeiro turno das eleições presidenciais, segundo análise do Morgan Stanley.
Em relatório, o banco norte-americano aponta oportunidades na Bolsa brasileira, especialmente em empresas ligadas à economia doméstica, e destaca os setores de serviços públicos, financeiro, saúde, consumo discricionário e tecnologia da informação.
Acompanhe todas as notícias pelo celular!
Baixe o app
A projeção considera um cenário otimista elaborado pelos analistas fundamentalistas da instituição, que avaliam individualmente as empresas antes de considerar o contexto econômico.
Ibovespa pode alcançar 250 mil pontos
O movimento de alta dos ativos brasileiros ganhou força após o resultado do primeiro turno das eleições. De acordo com o relatório, aproximadamente 75% das ações que compõem o Ibovespa passaram a negociar acima de sua média móvel de 200 dias, sinalizando uma valorização disseminada pelo mercado.
Os estrategistas Nikolaj Lippmann, Julia Leão Nogueira e Marcos Rios afirmam que o mercado entrou em uma fase de ampliação dos ganhos. Para eles, a questão agora é avaliar quanto potencial de valorização permanece após a disparada recente e a conclusão é que ainda há espaço para novas altas.
No cenário mais favorável traçado pelo banco, o
Ibovespa poderia alcançar 250 mil pontos, enquanto o
dólar recuaria para R$ 4,50. Entre os setores analisados, utilities, que reúne empresas de serviços públicos, apresenta potencial de valorização de 60%, seguido pelo segmento financeiro, com 55%.
Nubank e Axia Energia lideram projeções de valorização
Entre as empresas acompanhadas pelo Morgan Stanley,
Nubank (ROXO34) e
Axia Energia (AXIA3) aparecem com os maiores potenciais de alta na carteira recomendada para o Brasil. O banco estima valorização de 99% para o Nubank e de 92% para a Axia Energia no cenário otimista.
O portfólio modelo da instituição considera múltiplos de preço sobre lucro projetados para 2028 e 2029, período em que eventuais mudanças na política econômica poderiam começar a se refletir nos resultados das companhias.
Veja os 3 motivos que podem impulsionar as ações
A perspectiva positiva do Morgan Stanley está relacionada a três pilares do chamado cenário “Primavera” para a América Latina: juros menores, políticas voltadas ao estímulo dos investimentos e mudanças na dinâmica geopolítica internacional, que podem abrir oportunidades para economias emergentes.
No Brasil, a concretização desse cenário depende de avanços em reformas fiscais. Entre as medidas citadas pelos estrategistas estão a racionalização dos gastos públicos, mudanças na regra de reajuste do salário mínimo e o avanço da reforma administrativa. Outro possível catalisador é o retorno dos investidores brasileiros à Bolsa.