Mesmo após rali, ações brasileiras ainda podem subir 50%; veja os 3 motivos

A perspectiva positiva está relacionada a três pilares do chamado cenário “Primavera” para a América Latina.

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Publicado em 22/10/2026 às 12:57h Publicado em 22/10/2026 às 12:57h por Elanny Vlaxio
No cenário mais favorável, o Ibovespa poderia alcançar 250 mil pontos (Imagem: Shutterstock)
No cenário mais favorável, o Ibovespa poderia alcançar 250 mil pontos (Imagem: Shutterstock)
As ações brasileiras ainda têm potencial de valorização de cerca de 50% em dólar, mesmo depois do forte rali registrado após o primeiro turno das eleições presidenciais, segundo análise do Morgan Stanley. 
Em relatório, o banco norte-americano aponta oportunidades na Bolsa brasileira, especialmente em empresas ligadas à economia doméstica, e destaca os setores de serviços públicos, financeiro, saúde, consumo discricionário e tecnologia da informação.
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A projeção considera um cenário otimista elaborado pelos analistas fundamentalistas da instituição, que avaliam individualmente as empresas antes de considerar o contexto econômico. 

Ibovespa pode alcançar 250 mil pontos

O movimento de alta dos ativos brasileiros ganhou força após o resultado do primeiro turno das eleições. De acordo com o relatório, aproximadamente 75% das ações que compõem o Ibovespa passaram a negociar acima de sua média móvel de 200 dias, sinalizando uma valorização disseminada pelo mercado.
Os estrategistas Nikolaj Lippmann, Julia Leão Nogueira e Marcos Rios afirmam que o mercado entrou em uma fase de ampliação dos ganhos. Para eles, a questão agora é avaliar quanto potencial de valorização permanece após a disparada recente e a conclusão é que ainda há espaço para novas altas.
No cenário mais favorável traçado pelo banco, o Ibovespa poderia alcançar 250 mil pontos, enquanto o dólar recuaria para R$ 4,50. Entre os setores analisados, utilities, que reúne empresas de serviços públicos, apresenta potencial de valorização de 60%, seguido pelo segmento financeiro, com 55%.

Nubank e Axia Energia lideram projeções de valorização

Entre as empresas acompanhadas pelo Morgan Stanley, Nubank (ROXO34) e Axia Energia (AXIA3) aparecem com os maiores potenciais de alta na carteira recomendada para o Brasil. O banco estima valorização de 99% para o Nubank e de 92% para a Axia Energia no cenário otimista.
A lista de companhias com perspectivas de valorização também inclui Banco do Brasil (BBAS3), Raia Drogasil (RADL3), Smart Fit (SMFT3), Copasa (CSMG3), Bradesco (BBDC4), Localiza (RENT3) e Rede D’Or (RDOR3).
O portfólio modelo da instituição considera múltiplos de preço sobre lucro projetados para 2028 e 2029, período em que eventuais mudanças na política econômica poderiam começar a se refletir nos resultados das companhias.
Entre as principais posições da carteira estão Axia Energia, com peso de 8,5%; B3 (B3SA3), com 6,7%; BTG Pactual (BPAC11), com 6%; Sabesp (SBSP3), com 5,8%; e Embraer (EMBJ3), com 5,7%.
O banco também mantém participações relevantes em Petrobras (PETR4), com peso de 18,7%; Vale (VALE3), com 10,9%; e Itaú Unibanco (ITUB4), com 10,6%.

Veja os 3 motivos que podem impulsionar as ações 

A perspectiva positiva do Morgan Stanley está relacionada a três pilares do chamado cenário “Primavera” para a América Latina: juros menores, políticas voltadas ao estímulo dos investimentos e mudanças na dinâmica geopolítica internacional, que podem abrir oportunidades para economias emergentes.
No Brasil, a concretização desse cenário depende de avanços em reformas fiscais.  Entre as medidas citadas pelos estrategistas estão a racionalização dos gastos públicos, mudanças na regra de reajuste do salário mínimo e o avanço da reforma administrativa. Outro possível catalisador é o retorno dos investidores brasileiros à Bolsa.