A possibilidade de a
Petrobras (PETR4) distribuir dividendos extraordinários em 2026 parece, ao menos por enquanto, distante. Segundo o CFO da estatal, Fernando Melgarejo, o cenário ainda é cercado de incertezas, principalmente por conta das oscilações do petróleo no mercado internacional.
Durante videoconferência com investidores nesta terça-feira (12), o executivo afirmou que a companhia ainda não tem segurança para tomar uma decisão relacionada ao tema. “Eu te diria hoje que eu não vejo essa possibilidade ou, se ela existe, ela é muito baixa aqui na nossa visão”, disse Melgarejo.
O CFO acrescentou que uma definição mais concreta deverá acontecer apenas no fim do ano. “Ficaríamos felizes em chegar no final do ano (e ter) um caixa tão superior que nos dê essa capacidade de fazer distribuição de dividendos extraordinários, mas eu não consigo ver, ou ainda é muito nublado para que a gente tome uma decisão”, afirmou.
A cautela acontece em meio a um trimestre de
resultados mais pressionados. A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 7,2% na comparação anual. O Ebitda ajustado ficou em R$ 59,6 bilhões no período, recuo de 2,4%. Desconsiderando eventos exclusivos, o indicador caiu 1%, para R$ 61,7 bilhões.
Quanto a Petrobras pagará em dividendos em 2026?
Apesar da cautela sobre dividendos extraordinários, a Petrobras confirmou na segunda-feira uma nova
distribuição bilionária aos acionistas. O conselho de administração aprovou remuneração total de R$ 9,03 bilhões, equivalente a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial.
O pagamento representa uma antecipação da remuneração referente ao exercício de 2026, com base no balanço encerrado em 31 de março deste ano. Para investidores com ações negociadas na B3, a data-base será 1º de junho de 2026. A partir de 2 de junho, os papéis da Petrobras passam a ser negociados na condição de ex-direitos, já os pagamentos serão feitos no dia 20 de agosto e em 21 de setembro.