💳 As ações do
Nubank (ROXO34) acumulam queda superior a 30% no ano, pressionadas por uma combinação de fatores específicos da companhia, como a deterioração na qualidade do crédito, aumento de despesas no quarto trimestre de 2025, resultados fracos no primeiro trimestre de 2026, riscos na expansão nos EUA e a troca do CFO em junho.
Para o Itaú BBA, porém, a queda abriu uma janela de entrada atrativa. O banco reiterou recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de US$ 18, potencial de valorização de 52% sobre o último fechamento.
Os analistas apontam que o Nubank negocia com desconto de 38% em relação à sua média histórica e que, se o papel tivesse simplesmente acompanhado o Nasdaq, estaria próximo de US$ 17, diferença relativa de cerca de 31%.
Lucro projetado de US$ 4,2 bi em 2026
Na avaliação do Itaú BBA, o Nubank reúne os ingredientes necessários para uma recuperação robusta das margens de juros líquidas ajustadas ao risco ao longo de 2026.
"Essa sequência de crescimento dos lucros e de cumprimento dos indicadores de desempenho de crédito deve ajudar a reduzir o desconto de valuation observado atualmente nas ações", afirmaram os analistas.
Vantagens estruturais intactas e ganhos na classe média
Para o Itaú BBA, o Nubank não está imune aos ciclos econômicos, mas demonstrou capacidade de atravessá-los com eficiência.
"Vantagens competitivas estruturais, como a eficiência operacional, permanecem intactas, assim como a capacidade de atrair talentos de alto nível e utilizar tecnologia de forma cada vez mais intensa", avaliaram os analistas.
O banco destaca ainda que o Nubank está ganhando participação no mercado de cartões junto à classe média, o que sugere sucesso nos ajustes de limite e na proposta de valor implementados para 2025.
Novos modelos de crédito para empréstimos pessoais também estão em desenvolvimento, incluindo o consignado privado, que deve ser lançado em breve após uma curva de aprendizado mais longa do que a observada pelos concorrentes.
México avança com licença bancária
Fora do Brasil, as operações seguem em expansão. O México está no caminho certo para escalar suas operações com a licença bancária, apresentando indicadores de crédito e eficiência já considerados atrativos pelo Itaú BBA.
💲Nos EUA, porém, o cenário é mais desafiador. Até o momento, o avanço da operação tem resultado principalmente em aumento de despesas, o que mantém o mercado cético em relação à estratégia americana.