C6 Bank avança e se iguala ao Nubank (ROXO34) nas regras do Banco Central

O banco digital foi elevado do segmento S3 para o S2 do sistema financeiro nacional.

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Publicado em 13/06/2026 às 15:06h Publicado em 13/06/2026 às 15:06h por Marina Barbosa
O C6 Bank foi criado em 2019 e já conta com mais de R$ 148 bilhões em ativos (Imagem: Facebook/Reprodução)
O C6 Bank foi criado em 2019 e já conta com mais de R$ 148 bilhões em ativos (Imagem: Facebook/Reprodução)
O C6 Bank foi "promovido" no sistema regulatório do BC (Banco Central), dado o crescimento dos seus negócios.
🏦 O BC divide as instituições financeiras em cinco categorias, do S1 ao S5, de acordo com o tamanho de seus ativos e sua relevância no sistema. E, nesta semana, elevou o C6 Bank do S3 para o S2.
Com isso, o C6 Bank entra em um seleto grupo de instituições financeiras que conta com apenas outros 10 integrantes. Entre eles, Nubank (ROXO34), XP (XPBR31) e Safra.
Isso significa que o banco digital passa a estar sujeito a regras mais rigorosas do BC, mas também entra no radar de mais investidores. Muitos fundos de pensão, por exemplo, só investem em ativos de bancos dos segmentos S1 e S2.

Crescimento explica mudança

A mudança reflete a expansão dos negócios do C6 Bank, que já desponta entre os maiores bancos do Brasil.
💰 Criado em 2019, o banco digital já contava com mais de 34 milhões de clientes e R$ 148 bilhões em ativos no final de 2025. 
Por isso, fechou o ano passado com um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões e uma carteira de crédito expandida de R$ 89,3 bilhões.
"Entrar no S2 mostra a robustez do modelo de negócio que construímos e nos coloca entre os principais bancos do país", comentou o CFO do C6 Bank, Philippe Katz.
Ele diz, no entanto, que a mudança representa "um passo natural na trajetória do banco, que vem apresentando um crescimento sólido e sustentável".
"Nunca fomos uma fintech. Recebemos licença do Banco Central para operar como banco múltiplo antes mesmo do nosso lançamento, em 2019, o que significa que desde o momento zero cumprimos exigências rigorosas de capital, liquidez e gestão de riscos", explicou.

O segmento S2

📊 Para entrar no segmento S2, as instituições financeiras precisam reunir ativos que superam o valor de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil durante três semestres consecutivos.
Além disso, devem estar alinhadas às recomendações de capital do Índice de Basileia -indicador fundamental para avaliar a solidez financeira de uma instituição bancária.
Por isso, apenas 11 instituições financeiras fazem parte do S2 no momento -já contando com o C6 Bank. São elas:
O segmento S2 só está abaixo da "elite do sistema financeiro" -o segmento S1, que reúne os maiores bancos do país e conta com apenas seis integrantes no momento: Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3), Caixa Econômica Federal, Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11).