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Vale (VALE3) diminuiu consideravelmente o seu risco jurídico e custos indenizatórios relacionados ao rompimento da barragem de Fundo, tragédia ocorrida em 2015, pelo fato de 19 municípios terem aderido nesta quinta-feira (20) ao acordo de reparação,
Dessa maneira, a mineradora passa a contar 45 municípios favoráveis a suas propostas de indenização dentre o total de 49 municípios elegíveis que passaram a integrar formalmente o acordo, ao serem afetados pela contaminação da bacia do Rio Doce.
Na prática, todos os municípios que aceitaram os termos da Vale ainda terão de cumprir uma série de exigências, entre elas a renúncia a ações e procedimentos judiciais relacionados ao rompimento da barragem, tanto no Brasil quanto no exterior, conforme homologação do TRF-6 (Tribunal Regional Federal da 6.ª Região).
O pagamento em dinheiro da Vale às prefeituras atingidas deverá ocorrer em até 30 dias após a confirmação judicial. Trata-se de uma parcela única de indenização referente a três parcelas já desembolsadas pela mineradora, enquanto as parcelas seguintes seguirão o cronograma estabelecido pelo acordo definitivo.
Vale mencionar que o valor financeiro total do Acordo Definitivo de Reparação pelo rompimento da barragem de Fundão, situada no município de Mariana, em Minas Gerais, é de R$ 170 bilhões, envolvendo não só a Vale, mas também as mineradoras Samarco e
BHP Billton (BHP).
Desde o fatídico rompimento da Fundão, há mais de dez anos, as ações da
VALE (VALE3) se valorizaram +730,7% até o fechamento do mercado nesta quinta-feira (20). Considerando os valores ajustados após desdobramentos dos papéis, as ações subiram de R$ 8,91 cada para os atuais R$ 74,02 cada.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Vale (VALE3) há dez anos, hoje você teria R$ 8.043,60, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 2.906,30 nas mesmas condições.