A Bolsa brasileira atingiu a marca histórica dos R$ 5,65 trilhões em valor de mercado com o
rali eleitoral observado nessa segunda-feira (5).
O salto reflete a expectativa do mercado de que a eventual troca de governo leve a mudanças na política fiscal e à queda dos juros, o que poderia contribuir com a redução do endividamento das famílias e das empresas brasileiras.
Diante dessa avaliação, o setor financeiro liderou os ganhos na B3 na segunda-feira (5). Só o
Itaú (ITUB4) saltou 10,37% e ganhou R$ 54,3 bilhões em valor de mercado em uma única sessão.
A
B3 (B3SA3) também ganhou espaço no ranking de
empresas mais valiosas da B3, ao avançar 22,63% e ganhar quase R$ 21,5 bilhões, entrando no seleto grupo de empresas avaliadas em mais de R$ 100 bilhões na Bolsa.
Fora do setor financeiro, o destaque foi da
Petrobras (PETR4), que ganhou R$ 50,9 bilhões e alcançou um valor de mercado histórico de R$ 751 bilhões na segunda-feira (5), firmando-se como a maior empresa da B3.
O salto tem explicação. Como é uma das principais apostas dos investidores estrangeiros na Bolsa, a Petrobras costuma atrair forte fluxo de capital estrangeiro nesses momentos de otimismo do mercado.
Para completar, há uma avaliação de que um governo mais inclinado à direita reduziria o risco de ingerência política nas estatais. E vale lembrar que a petroleira já vinha em um momento positivo na Bolsa antes mesmo do rali eleitoral, devido à descoberta de mais petróleo na
Foz do Amazonas.
Empresas com forte exposição à economia doméstica também saíram ganhando diante do resultado do primeiro turno das eleições, já que podem se beneficiar da eventual redução dos juros. É o caso da
Localiza (RENT3), que disparou 20,68% e também entrou no ranking das companhias que mais se valorizaram na sessão de segunda-feira (5).
Por outro lado, empresas com maior exposição internacional tiveram um dia negativo na Bolsa, devido à forte queda do
dólar. É o caso da Vale, que recuou 0,97% e perdeu cerca de R$ 2,9 bilhões em valor de mercado.
Veja as empresas que mais ganharam valor de mercado em 5/10/2026:
- Itaú (ITUB4): R$ 54,341 bi;
- Petrobras (PETR4): R$ 50,952 bi;
- BTG Pactual (BPAC11): R$ 39,448 bi;
- Bradesco (BBDC4): R$ 27,221 bi;
- B3 (B3SA3): R$ 21,493 bi;
- Banco do Brasil (BBAS3): R$ 14,900 bi;
- Axia Energia (AXIA3): R$ 12,942 bi;
- Sabesp (SBSP3): R$ 11,525 bi;
- Ambev (ABEV3): R$ 10,199 bi;
- Localiza (RENT3): R$ 9,445 bi.
Dia de ajustes
Diante do otimismo do mercado com o cenário eleitoral, o
Ibovespa também bateu recordes na segunda-feira (5). O principal índice da B3 avançou 7,70% e fechou aos 206.912 pontos, no melhor patamar da história.
A disparada, no entanto, também levou a um movimento de ajuste na Bolsa. Por isso, o Ibovespa e muitas dessas ações operam em queda nesta terça-feira (5).
O Banco do Brasil, por exemplo, recuava mais de 7% às 13h10. Já o BTG Pactual caía 4%, voltando a figurar abaixo da Vale no ranking de empresas mais valiosas da B3.