Após muita negociação, a privatização da
Copasa (CSMG3) saiu do papel e já se tornou uma das maiores operações dos últimos anos do mercado de capitais brasileiro.
💰 A operação movimentou um total de R$ 8,38 bilhões, pois envolveu a venda de aproximadamente 171,1 milhões de ações a um preço de R$ 49,03 o papel.
A maior parte dessas ações ficou com a
Equatorial (EQTL3), que desembolsou R$ 5,6 bilhões por uma fatia de 30% da Copasa -o equivalente a 114 milhões de ações.
Preço da ação
📊 O preço da ação ficou acima do valor mínimo de R$ 47,23 definido pelo governo, mas ainda representa um desconto em relação à cotação do papel na Bolsa.
As ações da Copasa eram negociadas por R$ 58,50 no fechamento de quinta-feira (11), mas caem forte na B3 nesta sexta-feira (12), após a divulgação dos detalhes da privatização. Por isso, já eram cotadas abaixo dos R$ 56 às 11h.
De acordo com a Copasa, os papeis movimentados na oferta de privatização estarão disponíveis para negociação na B3 a partir da próxima segunda-feira (15), com a liquidação financeira prevista para o dia seguinte.
Com isso, a parcela de ações da empresa que está disponível para negociação na Bolsa vai subir dos atuais 49,56% para 64,6%, o que deve elevar a liquidez do papel.
O novo controle da Copasa
Com a privatização, o governo de Minas Gerais reduziu a sua participação na Copasa de 50,03% para 5,03%, mas mantém uma golden share que garante poder de veto em decisões estratégicas da empresa.
De acordo com a Equatorial, o investimento está alinhado a sua "estratégia de crescimento com geração de valor e expansão no segmento de saneamento, reforçando seu posicionamento como uma das principais plataformas de utilities do Brasil".
"A operação está alinhada ao DNA da Equatorial, refletindo disciplina na alocação de capital, combinada com a busca contínua por oportunidades capazes de capturar eficiência operacional e retornos atrativos", afirmou.