Banco listado na B3 vai pagar quase R$ 12 por ação em dividendos e JCP

O Banco da Amazônia (BAZA3) aprovou a distribuição de R$ 631,6 milhões em proventos.

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Publicado em 09/06/2026 às 14:49h Publicado em 09/06/2026 às 14:49h por Marina Barbosa
O Banco da Amazônia atua para o desenvolvimento da região amazônica (Imagem: Shutterstock)
O Banco da Amazônia atua para o desenvolvimento da região amazônica (Imagem: Shutterstock)
Um dos bancos listados na B3 chamou a atenção do mercado nesta terça-feira (9), ao aprovar o pagamento de quase R$ 12 por ação em dividendos e JCP (Juros sobre o Capital Próprio).
🏦 É o Banco da Amazônia (BAZA3) -o banco do governo brasileiro voltado ao desenvolvimento da região amazônica.
A instituição vai distribuir R$ 631,6 milhões para quem for seu acionista ao final do pregão desta terça-feira (9), sendo R$ 420,3 milhões em JCP e R$ 211,3 milhões em dividendos. 
O provento corresponde a um valor bruto de R$ 11,26 por ação, mas esse valor será atualizado pela taxa Selic até o dia do pagamento, previsto para 19 de junho. Por isso, pode passar de R$ 12 por ação.
💰 Segundo o Banco do Amazônia, os proventos já somam R$ 11,94 por ação, considerando a correção monetária acumulada até essa terça-feira (9). 
Veja como a forma de pagamento:
  • R$ 7,94 por ação em JCP;
  • R$ 3,99 por ação em dividendos.
Vale lembrar, porém, que o pagamento de JCP está sujeito à retenção de 17,5% de IR (Imposto de Renda). Por isso, nesse caso o valor líquido por ação será menor para os acionistas que não contam com isenção ou imunidade tributária.

Resultados do 1T25

Os proventos foram aprovados em assembleia de acionistas realizada nessa terça-feira (9), com base nos resultados do Banco da Amazônia no primeiro trimestre de 2026.
📉 A instituição teve um lucro líquido de R$ 47,5 milhões no trimestre. O resultado afundou 84,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando chegou a R$ 307,5 milhões.
De acordo com o banco, o baque reflete o aumento das despesas com provisões exigido pela situação desafiadora do agronegócio.
"O ambiente de juros elevados, a volatilidade cambial, o aumento dos custos de produção e os impactos indiretos das tensões geopolíticas internacionais afetaram a capacidade financeira de parte dos clientes, com reflexos sobre a inadimplência, que encerrou o trimestre em 5,39%. Diante disso, a administração, de forma conservadora, elevou as Perdas Esperadas para Ativos Financeiros", afirmou, no balanço.
Diante disso, o banco ainda endureceu os requisitos para concessão e renovação de crédito, além da exigência de garantias e das estratégias de acompanhamento preventivo e recuperação de operações. Por isso, a expectativa é de uma melhora gradual dos indicadores de inadimplência e rentabilidade nos próximos trimestres.

Ações em alta

O Banco da Amazônia é controlado pelo governo brasileiro, mas mantém quase 3% das suas ações em negociação na B3 -o equivalente a quase 1,7 milhão de papeis.
Por isso, sobe forte na Bolsa nesta terça-feira (9), diante da aprovação dos dividendos e JCP. Às 14h40, as ações do banco avançavam 3,89% e eram cotadas a R$ 69,10.