🏦 O Banco Santander da Espanha formalizou nesta quinta-feira (30) uma proposta de troca das ações do
Santander Brasil (SANB11) listadas na
B3 (B3SA3) por BDRs ou ADRs da matriz espanhola, segundo documento enviado ao mercado.
A operação, que o mercado especulava há algum tempo, pode movimentar até 1,908 bilhão de euros, cerca de R$ 11 bilhões, para a aquisição de até 10% de todas as ações preferenciais, ordinárias e units em circulação.
Para atrair os acionistas, o banco europeu oferece um prêmio de 15% sobre o preço de mercado. A oferta será voluntária, não buscará a deslistagem do Santander Brasil da B3 e não terá condição mínima de aceitação.
Já os papéis americanos (ADSs) da subsidiária poderão ser deslistados da NYSE, dependendo do resultado da operação nos EUA.
A conclusão da proposta depende da aprovação dos órgãos reguladores no Brasil e nos EUA, além da autorização dos acionistas do Santander para a emissão das novas ações.
Acionistas receberão 0,4056 ação da matriz para cada unit
Os acionistas do Santander Brasil que aceitarem a oferta receberão 0,4056 nova ação do Banco Santander para cada unit ou ADS da subsidiária brasileira, ou 0,2028 nova ação para cada ação ordinária ou preferencial.
Caso todos os minoritários adiram à proposta, o banco emitirá aproximadamente 156 milhões de novas ações, equivalente a cerca de 1,1% de seu capital social atual.
Para manter o investidor brasileiro exposto ao grupo após a troca, o banco lançará um programa de BDRs (Brazilian Depositary Receipts), certificados negociados na B3 que representam ações emitidas no exterior.
Santander já fechou o capital de subsidiária no México em 2023
A movimentação não é inédita na trajetória do grupo. Em 2023, o Santander já havia fechado o capital de sua filial no México.
No Brasil, em 2014, propôs uma troca de ações aos minoritários com prêmio de cerca de 20%, afirmando na época não ter intenção de sair da bolsa brasileira. Em maio de 2022, o grupo também realizou uma
OPA para comprar e deslistar a Getnet, sua operação de adquirência.
Questionado há pouco mais de um ano sobre a possibilidade de o Santander Brasil sair da bolsa, o então CEO, Mário Leão, disse que não se surpreenderia com o movimento.
Em comunicado, o banco destacou que a oferta representa uma oportunidade para os acionistas minoritários realizarem o valor do investimento com prêmio em relação ao preço de mercado, além de se tornarem acionistas de um dos principais grupos financeiros diversificados do mundo.
Para Ana Botín, presidente executiva do Banco Santander, a transação "é um passo adicional em direção à nossa estratégia de simplificar o grupo, ao mesmo tempo em que reforça nosso compromisso de longo prazo com o Brasil."
📈 O banco afirmou ainda que a operação está totalmente alinhada à estratégia de criação de valor para os acionistas no longo prazo.