🏦 Os funcionários foram citados nas investigações realizadas pelo banco com o intuito de esclarecer o esquema de fraudes orquestrado por alguns dos seus ex-diretores com o Master.
Sem revelar o nome dos envolvidos, o BRB informou que o afastamento foi solicitado pela corregedoria e aprovado pelo Conselho de Administração. Além disso, ressaltou que a decisão tem um caráter preventivo.
"Os afastamentos são cautelares e não representam antecipação de juízo em relação ao mérito das investigações", afirmou o BRB.
Antes disso, o banco já havia compartilhado os achados da auditoria interna com as autoridades competentes para as "providências cabíveis".
Entre os órgãos que receberam o material, estão a PF (Polícia Federal), o MPF (Ministério Público Federal), o BC (Banco Central) e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), além de instâncias do Poder Judiciário.
Caso pode parar na Justiça
O BRB já havia renovado a sua diretoria após a descoberta de um esquema bilionário de fraudes com o Master.
Já o ex-presidente Paulo Henrique Costa foi preso pela PF, suspeito de não seguir práticas de governança ao facilitar negócios suspeitos.
O banco ainda pediu e conseguiu a autorização dos seus acionistas para levar o caso à Justiça e, assim, cobrar a reparação dos prejuízos causados pelas operações fraudulentas com o Master dos ex-administradores envolvidos no esquema.
Os processos, no entanto, ainda não avançaram. Por isso, o BRB ainda aguarda um socorro do Governo do Distrito Federal para tentar reorganizar suas contas.
R$ 17 bi em fraudes
💸 De acordo com investigações da PF, o BRB comprou cerca de R$ 17 bilhões em carteiras de crédito falsas ou materialmente insubsistentes do Master, mesmo após receber alertas prudenciais e constatar fragilidades no negócio.
Muitas dessas operações foram estruturadas mediante o uso de documentos falsos, manipulação de dados internos e utilização de empresa de fachada pelo Master, com conhecimento de ex-diretores do BRB.
Em um dos documentos do caso Master que vieram à tona após a queda do sigilo do processo no STF (Supremo Tribunal Federal), a PF fala na "conivência e atuação dolosa da alta administração do BRB, especialmente de seu então presidente, Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa" no esquema.
BRB diz que foi vítima
Na avaliação do BRB, a divulgação desses documentos "é uma oportunidade para todos conhecerem o que aconteceu com a instituição".
Em nota, o banco disse que é uma "vítima de atos criminosos" e que "os ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição".
Além disso, garantiu que "vem adotando medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais para resguardar o banco e buscar a responsabilização de envolvidos, sempre em colaboração com os órgãos de fiscalização e controle".
"A atual administração do Banco promoveu a renovação integral de sua diretoria executiva e adotou medidas de fortalecimento dos controles internos e da governança", afirmou, citando também a auditoria interna que resultou nos afastamentos de funcionários.