As ações da
Usiminas (USIM5) fecharam em queda de -9,25% nesta quinta-feira (30), negociadas por R$ 7,554 cada. Chama ainda mais atenção que o movimento baixista da siderúrgica contrariou a recuperação positiva de +1,88% angariada pelo Ibovespa no mesmo pregão.
Tamanha desvalorização da companhia coincidiu com a divulgação dos
resultados do segundo trimestre do ano (2T26), que agradaram parcialmente os analistas. A
USIM5 reportou um lucro líquido de R$ 428 milhões no trimestre, acima das expectativas do mercado. Entretanto, a receita líquida de R$ 6,1 bilhões no 2T26 veio -7% abaixo do que projetava o analista Ilan Arbetman, da corretora Ativa Investimentos.
"Ou seja, erramos o volume para cima e a rentabilidade para baixo. A margem Ebitda ajustada de +12,4% marca o quarto trimestre consecutivo de expansão", enfatiza o especialista, que também comentou sobre o impacto do minério de ferro nos resultados, afirmando ser mais uma questão de frete do que de preço da commodity.
A corretora manteve recomendação neutra para
USIM5, com preço alvo em R$ 9 por ação, que até ajuda a entender o porquê de os papéis da companhia terem caído forte se os resultados não foram tão decepcionantes assim.
"O
Preço Sobre Lucro segue descontado, mas o EV/Ebitda e o Preço Sobre Valor Patrimonial de 0,5x (média de 0,3x) já não estão tão baratos: depois de +81% de alta em 12 meses, boa parte do desconto de balanço virou prêmio. O que nos impede de sermos mais construtivos em
USIM5 é a assimetria: potencial de cerca de 19% para o nosso preço-alvo", conclui o analista em relatório.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Usiminas (USIM5) há dez anos, hoje você teria R$ 2.426,50, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.117,60 nas mesmas condições.