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Petrobras (PETR4) informou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que acompanha oportunidades de negócios ligadas aos setores de refino, logística e infraestrutura energética, mas afirmou que não existe, até o momento, qualquer decisão formal sobre uma possível aquisição do terreno da Refit, antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.
O esclarecimento foi enviado ao mercado após questionamento da CVM sobre reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico. Segundo a notícia, o governo do Rio de Janeiro teria decidido desapropriar a área da refinaria e a Petrobras teria interesse no terreno para ampliar sua atuação no segmento de refino.
De acordo com a estatal, a companhia realiza avaliações constantes de oportunidades alinhadas à sua estratégia empresarial. Ainda assim, ressaltou que não há fato relevante ou informação concreta que precise ser divulgada ao mercado neste momento, nos termos da regulamentação da CVM.
A possível negociação também teria sido discutida entre o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, conforme citado pela reportagem que motivou o pedido de esclarecimento da autarquia.
A informação chega no mesmo dia em que o Ministério Público do Rio de Janeiro defendeu a falência da Refit. O órgão afirmou que, após quase dez anos em recuperação judicial, a companhia não conseguiu atingir a reestruturação econômico-financeira prevista em lei. Segundo o MPRJ, o passivo fiscal da empresa saltou de cerca de R$ 5 bilhões para aproximadamente R$ 25,7 bilhões
Caso envolvendo a Refit
A possível entrada da Petrobras no terreno da antiga refinaria de Manguinhos recolocou a Refit no centro das atenções do mercado. O grupo empresarial, apontado como um dos maiores devedores tributários do Brasil, voltou aos holofotes após ser alvo de uma
operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraude fiscal, ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior.
A Operação Sem Refino, deflagrada pela PF, teve entre os alvos o empresário Ricardo Magro, ligado à Refit, além do ex-governador do Rio de Janeiro,
Cláudio Castro. Segundo as investigações, o conglomerado do setor de combustíveis teria utilizado uma estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio e viabilizar fraudes tributárias.