A tensão entre Estados Unidos e Irã alcançou um novo patamar na noite desta sexta-feira (10), quando o presidente americano Donald Trump ordenou que as Forças Armadas estejam a postos para um
ataque a mísseis contra o território iraniano, caso o regime dos aiatolás tente assassinar o chefe da Casa Branca.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump ameaçou o governo iraniano com o disparo de mil mísseis, além de um arsenal com milhares de armamentos engatilhados, caso haja quaisquer tentativas de assassinato contra o presidente dos EUA.
"Mil mísseis estão armados, prontos para lançamento e apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros preparados para serem acionados imediatamente caso o governo iraniano coloque em prática sua ameaça, feita em várias partes do mundo, de assassinar ou tentar assassinar o atual presidente dos Estados Unidos da América — neste caso, EU!", publicou Trump.
Ao mesmo tempo, o governo Trump impôs uma nova onda de sanções econômicas contra autoridades do Irã, acertando em cheio um importante financiador do novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, e outras 13 pessoas físicas e jurídicas.
Entre os principais alvos financeiros está Ali Ansari, banqueiro e empresário iraniano sediado em Dubai, que já havia sido sancionado pelo Reino Unido por seu papel no apoio financeiro às atividades da Guarda Revolucionária do Irã e de outras entidades.
Vale recordar que a retomada dos conflitos armados no Oriente Médio foi motivada pelos relatos de três navios petroleiros bombardeados por mísseis iranianos quando cruzavam o Estreito de Ormuz, passagem marítima responsável por 20% das exportações mundiais de petróleo.
Por sua vez, a cotação do
petróleo tipo Brent, referência internacional utilizada pela
Petrobras (PETR4), voltou a disparar nos últimos pregões, saindo da região dos US$ 70 por barril e se aproximando dos US$ 80 por barril.