Mesmo com o noticiário apontando a cotação do
petróleo tipo Brent acima de US$ 100 por barril em diversos períodos de 2026, a estatal brasileira consolidou preço médio de US$ 80,61 por barril no 1T26, ainda assim bem superior à referência de US$ 75,66 por barril há um ano. Todavia, o
dólar médio na venda retraiu de R$ 5,84 para R$ 5,26.
Com uma forte produção de petróleo e gás no 1T26, que aumentou +3,7% em relação ao final de 2025, a Petrobras alcançou Ebitda ajustado (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) de R$ 59,6 bilhões, ligeiramente inferior ao montante de R$ 61 bilhões visto no início de 2025.
“Entregamos resultados financeiros consistentes no primeiro trimestre de 2026, mantendo a forte geração de caixa com Fluxo de Caixa Operacional de US$ 44 bilhões, sustentado pela excelente performance dos nossos ativos e por recordes de produção de óleo e gás. Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor”, comentou Fernando Melgarejo, diretor financeiro da
PETR4, no relatório de resultados.
Ao longo do 1T26, a petroleira investiu US$ 5,1 bilhões em projetos, salto de +25,6% na comparação anual, sendo que as operações de Exploração & Produção da empresa concentram 87,4% do Capex no período.
Todavia, a dívida líquida em dólares da Petrobras subiu neste início de 2026 ante o mesmo período de 2025, subindo de US$ 56,03 bilhões para os atuais US$ 62,09 bilhões. O prazo médio da dívida encolheu de 11,7 anos para 11,3 anos, enquanto o custo subiu de 6,70% ao ano para 6,80% ao ano.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Petrobras (PETR4) há dez anos, hoje você teria R$ 16.337,90, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.448,10 nas mesmas condições.