Nova gigante a caminho da B3: OceanPact e CBO se unem em fusão bilionária

Fusão cria a segunda maior empresa de serviços marítimos para a indústria de petróleo do Brasil.

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Publicado em 01/09/2026 às 15:17h Publicado em 01/09/2026 às 15:17h por Marina Barbosa
A OceanPact vai incorporar a CBO no dia 16 de setembro, por meio de uma troca de ações (Imagem: Divulgação)
A OceanPact vai incorporar a CBO no dia 16 de setembro, por meio de uma troca de ações (Imagem: Divulgação)
Mais uma fusão promete movimentar o mundo dos negócios nos próximos dias: a OceanPact (OPCT3) e a CBO vão combinar os seus negócios, criando uma gigante de serviços marítimos.
🚢 A OceanPact é uma das principais prestadoras de serviços marítimos do Brasil e a CBO possui a segunda maior frota de embarcações de apoio marítimo do país, tanto que a Petrobras (PETR4) desponta como um dos principais clientes de ambas as empresas.
As companhias decidiram, então, unir forças para criar "a mais completa empresa de apoio a operações no ambiente marinho no Brasil" e posicionar-se como "um dos principais players globais no setor de apoio marítimo".
A avaliação é de que a combinação de negócios permitirá otimizar a frota e explorar sinergias, ampliando a área de atuação, a criação de valor e a geração de caixa, com aumento do potencial de pagamento de dividendos.
Afinal, a empresa combinada contará com uma frota de 73 embarcações, receita anual de mais de R$ 4 bilhões e backlog de R$ 14 bilhões. E, agora, já tem data para estrear na B3.

Fusão ganha data

OceanPact e CBO anunciaram nesta terça-feira (1º) o cumprimento de todas as condições necessárias para o negócio, incluindo a aprovação definitiva do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
📅 Com isso, as empresas definiram o cronograma para a combinação de negócios: o objetivo é concluir a fusão no dia 16 de setembro, colocando novas ações em circulação na B3 já no pregão seguinte.
O Cade não impôs nenhuma restrição à fusão, mesmo depois que a Petrobras recorreu, dizendo que o negócio poderia prejudicar a concorrência no mercado de embarcações de apoio marítimo.
De acordo com cálculos do mercado, a fusão cria a segunda maior empresa de serviços marítimos para a indústria de petróleo do Brasil e a quinta maior do mundo.

Troca de ações

🔎 O negócio prevê a incorporação da CBO pela OceanPact, com a subsequente extinção da CBO.
Para isso, a OceanPact vai emitir 274,5 milhões novas ações ordinárias que serão distribuídas aos atuais acionistas da CBO, na proporção de 1,9805 nova ação da OceanPact para cada ação da CBO. 
Os papeis serão entregues a quem for acionista da CBO no dia do fechamento da transação, previsto para 16 de setembro, e serão negociados na B3 a partir de 17 de setembro.

Ações reagem

📈 A empresa resultante da fusão está avaliada em R$ 4,5 bilhões. É mais que o dobro do atual valor de mercado da OceanPact: R$ 2,05 bilhões.
Não à toa, as ações da OceanPact dispararam na B3 nesta terça-feira (1º), diante da perspectiva de conclusão da fusão. Às 12h40, o papel avançava 2,83% e era cotado a R$ 10,55. Na máxima do dia, tocou em R$ 10,76.
O Bradesco BBI já trabalha com um preço-alvo de R$ 14 para o papel no final do ano, devido à perspectiva de que a fusão amplie a geração de caixa e os dividendos da empresa. O DY (Dividend Yield) projetado pelo banco é de 15% para o período entre 2026 e 2030.