A varejista relatou à Justiça de São Paulo que credores passaram a agir de forma coordenada contra o patrimônio da empresa assim que a notícia do processo veio a público, num movimento que ela descreveu como uma verdadeira corrida contra seus ativos.
Em poucos dias, cerca de R$ 9 milhões foram bloqueados, o que a companhia classificou como risco iminente de desfalque em seu caixa.
Diante desse quadro, a magistrada Tainá Maria Leonardo de Oliveira, responsável pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, decidiu antecipar os efeitos protetivos que normalmente só valem após o deferimento formal do processo.
A blindagem contra execuções de dívida passou a valer por 180 dias, contados a partir de 19 de agosto, data em que a proteção inicial contra os credores havia sido concedida.
Entre as determinações mais urgentes da decisão está a ordem para que o
BTG Pactual (BPAC11) restabeleça, em prazo de 24 horas, o acesso integral da Casas Bahia às suas próprias contas correntes no banco, medida que reflete a preocupação da Justiça com o risco de asfixia financeira imediata da varejista. O BTG Pactual informou que o acesso às contas bancárias foi restabelecido no dia 25 de agosto.
Cielo, Getnet e Redcard precisam liberar recebíveis retidos
A decisão também alcançou as principais operadoras de meios de pagamento que processam as vendas da rede.
💰 Cielo, Getnet e Redcard foram obrigadas a apresentar relatórios financeiros detalhando quais valores devidos à Casas Bahia estavam sendo retidos, a liberar imediatamente esses recursos e a não criar novas reservas de segurança apenas em razão do processo de recuperação judicial ter sido protocolado.