🛍️ O segundo trimestre de 2026 foi marcado por um ambiente desafiador para o varejo e o comércio eletrônico na América Latina, segundo relatório do Morgan Stanley.
A combinação de consumo mais fraco, juros elevados e pressão sobre margens levou diversas companhias a revisar para baixo suas projeções para o restante do ano, com poucos nomes conseguindo manter ritmo consistente de crescimento.
No Brasil, o
Mercado Livre (MELI34) ampliou sua liderança no comércio eletrônico enquanto concorrentes locais enfrentaram dificuldades.
Mesmo com a forte expansão da Shopee, o Morgan Stanley classifica o ambiente competitivo como racional, com Mercado Livre e a plataforma da Sea Limited ganhando participação de mercado enquanto operadores menores perdem espaço.
C&A vira top pick do banco no varejo brasileiro
No varejo físico, a Copa do Mundo impactou o fluxo de consumidores em shopping centers ao longo do trimestre. Empresas de vestuário como
Lojas Renner (LREN3) e
C&A (CEAB3) registraram crescimento positivo de vendas em mesmas lojas, apesar da redução no tráfego durante o período do torneio.
A C&A chamou atenção especial dos analistas ao apresentar crescimento de 4,1% nas vendas comparáveis de vestuário, resultado considerado notável dado o cenário desafiador do trimestre.
O Morgan Stanley reafirmou a companhia como sua principal recomendação de sobrepeso no varejo brasileiro, destacando que as ações negociam a múltiplos considerados bastante descontados em relação ao potencial de geração de lucros.
Magazine Luiza surpreende nas lojas físicas
O Magazine Luiza, apesar da fraqueza no canal online, foi um dos poucos varejistas beneficiados pela demanda por eletrônicos e bens duráveis no período.
As vendas comparáveis nas lojas físicas cresceram 10%, acelerando frente aos 6% do primeiro trimestre.
No segmento de supermercados e atacarejo, a visão do banco segue mais cautelosa. O
Assaí (ASAI3) mostrou alguma melhora operacional, mas ainda enfrenta ambiente de consumo pressionado.
No México, a diferença de desempenho entre varejistas alimentares ficou evidente, com a Tiendas 3B ampliando fortemente o crescimento enquanto a Walmex perdeu ritmo.
Fechamento de lojas da Casas Bahia pode redistribuir vendas
O início do terceiro trimestre trouxe sinais mistos. Dados de aplicativos mostram o Mercado Livre continuando a atrair usuários em ritmo acelerado, enquanto executivos de companhias brasileiras relatam normalização do fluxo em lojas após o fim da Copa do Mundo. Ainda assim, a cautela dos consumidores permanece elevada, segundo os analistas.
Um tema que ganhou peso na análise foi a recuperação judicial da Casas Bahia.
O Morgan Stanley avalia que o fechamento de aproximadamente 30% das lojas da companhia pode redistribuir vendas para concorrentes como Mercado Livre e Magazine Luiza.
💰 Diante desse cenário, o banco mantém preferência por empresas com crescimento estrutural, destacando o Mercado Livre na América Latina e a C&A entre os nomes favoritos no varejo brasileiro.