Lula garante que fim da escala 6x1 será aprovado na próxima semana

Segundo o presidente Lula, o Congresso aprovará na próxima semana a proposta que extingue a escala de trabalho 6x1.

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Publicado em 29/08/2026 às 14:27h Publicado em 29/08/2026 às 14:27h por Matheus Silva
O petista também defendeu a soberania nacional (Imagem: Shutterstock)
O petista também defendeu a soberania nacional (Imagem: Shutterstock)
🚨 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (29) que o Congresso vai aprovar na próxima semana a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1. 
Durante ato em Belo Horizonte voltado à participação feminina na política, o petista também defendeu a soberania nacional, prometendo que nenhum governo estrangeiro vai "meter o bedelho" no Brasil enquanto ele for presidente.
"Nós vamos aprovar nesta semana o fim da escala 6x1, para que mulheres e homens tenham mais tempo de cuidar de suas vidas, de cuidar das crianças, de passear e de namorar também", disse Lula, sendo aplaudido pelos presentes.

Motta e Alcolumbre já estão de acordo

O tema já vinha sendo tratado nos bastidores. Lula se reuniu nesta semana com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), quando discutiram a proposta e combinaram avançar com o texto. 
A PEC está atualmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde o relator Omar Aziz (PSD-AM) já apresentou parecer favorável ao texto aprovado na Câmara.
Os temas de soberania e fim da 6x1 são centrais na campanha de Lula, mas acabaram ficando em segundo plano na entrevista concedida à TV Globo nesta semana, dominada por perguntas sobre as investigações contra o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, e seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro.

Lula promete Brasil "desenvolvido" e "respeitado"

Na fala sobre soberania, o presidente foi enfático quanto às ambições para um eventual novo mandato. 
"Estou determinado, ao terminar meu próximo mandato o Brasil vai ser considerado um País desenvolvido. Não vai dever nada à China. Se é isso que vocês desejam, fiquem certos, eu dedicarei cada minuto da minha vida para que a gente possa deixar esse País com uma juventude mais bem informada e melhor remunerada, e com o País sendo respeitado. Enquanto o Lula for presidente, nenhum governo estrangeiro meterá o bedelho nesse País", declarou.

Presidente cobra voto em candidatas mulheres

O evento reuniu ministras do governo, entre elas Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), além de candidatas ao Senado como Marília Arraes (PDT) e Eliziane Gama (PT). Lula cobrou que as mulheres votem em candidatas mulheres e se engajem em pautas de defesa dos direitos femininos.
"Exerçam sua maioria. Deus já fez de vocês a maioria da população", afirmou. O presidente fez apelo semelhante aos trabalhadores, questionando o comportamento de eleitores de baixa renda que apoiam candidatos ricos.
Lula também citou dados sobre a presença feminina em cargos de gestão no governo federal, que teria passado de 29% para 38% na comparação com a gestão anterior. 
"E é pouco, precisamos chegar a 50% ou mais", disse, na presença da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.
📊 Em referência à sua mãe, Dona Lindu, chamada por ele de "a heroína da minha vida", o presidente mencionou o Pacto Nacional contra o Feminicídio, informando que desde a assinatura do acordo o governo aprovou 11 leis e editou quatro decretos e três portarias sobre o tema.