Magalu dispara 16% após acordo com MELI; veja o que dizem analistas

Acordo amplia os canais de venda do Magazine Luíza e pode trazer novos clientes, segundo a XP.

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Publicado em 03/09/2026 às 09:22h Publicado em 03/09/2026 às 09:22h por Wesley Santana
Marca inaugurou recentemente uma loja conceito na Avenida Paulista (Imagem: Shutterstock)
Marca inaugurou recentemente uma loja conceito na Avenida Paulista (Imagem: Shutterstock)

Nesta quarta-feira (2), a Magazine Luiza (MGLU3) anunciou uma parceria inédita com o Mercado Livre. A companhia deve começar a oferecer seus produtos no marketplace rival, somando suas subsidiárias Kabum, Netshoes e Época Cosméticos, que também têm suas próprias lojas online.

A reação do mercado foi quase instantânea ao anúncio, com os papéis disparando quase 20% na bolsa de valores. No final do pregão, as ações terminaram com avanço de 16%, aos R$ 5,40, conforme informações da B3.

O CEO Frederico Trajano defendeu a parceria dizendo que a margem do contrato é superior à que o Magazine alcança com mídia paga. “A audiência do Meli é bem maior do que a nossa, entao estimamos que tres quartos dos clientes que comprarem nossos produtos no Meli ja nao seriam clientes do Magalu”, pontuou.

Na visão de muitos analistas, a parceria é bastante parecida com o que o Magalu já havia anunciado com a Amazon. Diante disso, tende a ser positiva para ambos os lados, que ampliam os canais de venda e o SKU de produtos, que passa da casa de 25 mil, no caso da MGLU.

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"A administração estima que cerca de 75% dos compradores na plataforma do MELI serão novos clientes para a Magalu, o que deve limitar a canibalização no curto prazo. Com a BHIA em recuperação judicial e os recentes fechamentos de lojas, também esperamos que a MGLU capture parte dessa participação de mercado. Dito isso, um cenário macroeconômico pressionado pode limitar a recuperação e, em um horizonte mais longo, ainda vemos risco de canibalização dos próprios canais da Magalu”, diz relatório da XP Investimentos.

Os analistas da corretora destacam que as milhares de lojas do Magalu espalhadas pelo país podem ajudar a melhorar a capilaridade e dar mais agilidade nas entregas. O acordo é especialmente importante para a linha branca — que inclui geladeiras, por exemplo —, categoria da qual a MGLU é especialista.

“O acordo é mais estratégico do que relevante para os números: o GMV 1P da MGLU equivale a menos de 15% do GMV brasileiro do MELI, enquanto o da BHIA representa menos de 6%, e apenas uma parcela desse sortimento está sendo listada. Portanto, caracterizaríamos a parceria como uma defesa de categoria sem capex logístico, e não como um vetor de GMV”, escreve Pedro Caravina e Laryssa Sumer.