Dark Horse: PGR envia ao STF proposta de delação premiada de empresário que fez repasses ao filme

O acordo foi encaminhado ao ministro André Mendonça.

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Publicado em 03/09/2026 às 13:12h Publicado em 03/09/2026 às 13:12h por Elanny Vlaxio
Esse é o segundo acordo de delação relacionado ao caso sob responsabilidade da PGR (Imagem: Divulgação)
Esse é o segundo acordo de delação relacionado ao caso sob responsabilidade da PGR (Imagem: Divulgação)
A PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma proposta de delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, empresário que fez repasses financeiros relacionados ao filme Dark Horse, produção sobre a família Bolsonaro.
O acordo foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso, para análise e eventual homologação.
Freixo Júnior é dono da Entre Investimentos e Participações, empresa apontada nas investigações como responsável por intermediar transferências destinadas ao Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos e administrado por Paulo Calixto, advogado que possui vínculos com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O empresário também é próximo de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e um dos principais personagens das investigações relacionadas à instituição financeira.
Segundo a apuração, a empresa de Mineiro teria funcionado como uma espécie de braço operacional de Vorcaro nos repasses ligados ao projeto cinematográfico.

Repasses para o filme

O caso Dark Horse entrou no radar das autoridades por causa da origem e do destino dos recursos utilizados para financiar a produção. As investigações buscam esclarecer a movimentação do dinheiro e eventual desvio de finalidade.
Vorcaro teria prometido R$ 134 milhões para o projeto, dos quais ao menos R$ 61 milhões teriam sido pagos. O filme ainda não apresentou prestação de contas completa nem o contrato de investimento, segundo informações divulgadas anteriormente sobre o caso.
Em julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar a origem e o destino dos recursos repassados ao filme, após a PGR apontar a existência de elementos suficientes para a apuração.
A eventual colaboração de Mineiro pode acrescentar novos elementos à investigação justamente por sua atuação nos repasses financeiros. Agora, cabe ao STF analisar a proposta encaminhada pela PGR.
Esse é o segundo acordo de delação relacionado ao caso sob responsabilidade da PGR. O primeiro foi firmado com João Carlos Mansur, ex-proprietário da gestora Reag, que também prestou informações sobre Vorcaro.