Nikolas Ferreira e diretor da PF entram na mira do caso Master

Nikolas Ferreira teria pedido ajuda a Moraes, que falou em viagens com o diretor da PF.

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Publicado em 03/09/2026 às 13:02h Publicado em 03/09/2026 às 13:02h por Marina Barbosa
Nikolas Ferreira (esq.) enviou mensagens a Vorcaro e Andrei Rodrigues (dir.) foi citado em depoimento do banqueiro (Imagem: Senado)
Nikolas Ferreira (esq.) enviou mensagens a Vorcaro e Andrei Rodrigues (dir.) foi citado em depoimento do banqueiro (Imagem: Senado)
O escândalo do Banco Master respingou em mais dois nomes do cenário político brasileiro: o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues.

Nikolas Ferreira

O deputado Nikolas Ferreira teria pedido ajuda a Daniel Vorcaro, o dono do Master, para liberar um negócio envolvendo um ativo minerário de um ex-assessor.
Na mensagem, revelada pelo "ICL Notícias", o deputado chama o banqueiro de "Dani" e de "meu amigo" e diz que gostaria de ter mais proximidade com o dono do Master.
Vorcaro respondeu em poucos minutos, com um áudio de reprodução única. Na sequência, o deputado compartilha o contato do seu ex-assessor e o banqueiro responde: "Amém irmão. Estamos na guerra juntos".
Em entrevista à "CNN", Nikolas Ferreira admitiu ter falado com Vorcaro "algumas vezes", mas disse que não recebeu "nenhum tostão" do banqueiro.

Diretor da PF

Já o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi citado em depoimento prestado na semana passada por Daniel Vorcaro ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), sem a presença da PF.
Na ocasião, Vorcaro disse que a sua proposta de delação premiada não avançou porque envolveria o diretor da PF e ainda poderia atingir outras pessoas ligadas ao "núcleo do atual governo".
Sem apresentar provas, o dono do Master disse ter feito uma viagem com Andrei Rodrigues e afirmou estar sofrendo ameaças de policiais federais na prisão.
A PF e a PGR (Procuradoria-Geral da República) já recusaram duas propostas de delação premiada de Vorcaro, devido ao entendimento de que as propostas não avançavam em relação aos fatos revelados pelas investigações policiais e também não garantiam a devolução de valores ligados às fraudes do Master.

Dark Horse e Moraes

Na época em que a delação de Vorcaro foi descartada, uma das queixas dos policiais federais era de que o dono do Master não apresentava detalhes do financiamento do filme que vai contar a história de Jair Bolsonaro (PL) e foi negociado com Flávio Bolsonaro (PL). 
Porém, outra delação está avançando sobre esse caso: a PGR fechou nesta quinta-feira (3) um acordo de colaboração premiada com o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos. A empresa teria sido usada por Vorcaro para enviar recursos para o filme, intitulado Dark Horse.
Nesta semana, também vieram à tona novas mensagens de Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. O material sugere que os dois mantinham uma relação próxima e conversaram até sobre a possibilidade de uma operação policial contra o Master. O conteúdo está sendo analisado pelo presidente do STF, Edson Fachin, que prometeu agir em relação ao caso.