📦 A parceria prevê a comercialização de aproximadamente 27 mil itens da empresa brasileira no marketplace argentino, como eletroeletrônicos, móveis, games, produtos de informática e até cosméticos e perfumaria.
Isso porque o negócio abrange tanto produtos de estoque próprio do Magalu, quanto produtos de duas das suas subsidiárias: KaBuM! e Época Cosméticos.
O acordo entrou em operação nesta quarta-feira (2), com a entrega das vendas sob a responsabilidade do Magalog, operador logístico independente do Magalu.
"Nossa estratégia é somar a audiência de nossos canais à de outras plataformas relevantes como o Mercado Livre e, assim, acelerar o crescimento das nossas vendas online no curtíssimo prazo e de forma rentável", explicou o CEO do Magalu, Frederico Trajano.
Vendas online pressionam resultados do Magalu
📱 As vendas online já representaram a maior fonte de receitas do Magazine Luiza, mas tombaram nos últimos trimestres, em meio ao aumento da concorrência no setor e à alta de preços em categorias como informática.
"A audiência do e-commerce brasileiro está cada vez mais pulverizada, com várias plataformas disputando a atenção dos clientes", reconheceu Frederico Trajano.
Diante disso, o Magazine Luiza já procurou outros parceiros no mundo digital para tentar recuperar suas vendas, incluindo
Amazon (AMZO34), AliExpress,
Americanas (AMER3), Livelo e Itaú Shopping, a plataforma de vendas do aplicativo do
Itaú (ITUB4).
De acordo com a empresa, a estratégia está alinhada ao seu novo ciclo estratégico, que prevê a aceleração das vendas online por meio de marketplaces parceiros e da captura de audiência complementar aos canais de vendas próprios, sempre com perspectivas de rentabilidade positiva, cláusulas de reciprocidade e de não exclusividade.
Mercado Livre também ganha
📈 Já o Mercado Livre vê o acordo com o Magalu como uma forma de ampliar a oferta de produtos para os clientes brasileiros.
"Com as marcas do grupo Magalu na plataforma, chegamos a mais categorias, mais produtos e mais opções para quem compra online", afirmou o vice-presidente executivo e líder do Mercado Livre na América Latina, Fernando Yunes.
As empresas, por sinal, já falam na possível ampliação da parceria, com a entrega de produtos pesados como geladeiras, fogões e móveis pelo Magalog e a possibilidade de retirada dos produtos nas lojas físicas do Magalu.
Cenário desafiador para o varejo
Não bastasse a maior concorrência com plataformas digitais de vendas, o varejo brasileiro ainda enfrenta outros desafios no momento.
💲 Entre eles, os juros altos, o aumento da inadimplência e o fim da "taxa das blusinhas", que está em discussão no Congresso Nacional a pedido do governo federal.
Diante disso, o setor vive uma onda de fechamento de lojas e de planos de reestruturação. O caso mais emblemático é o das C
asas Bahia (BHIA3), que recentemente pediu recuperação judicial.
Nesse cenário, a Ativa Investimentos acredita que a parceria entre Magazine Luiza e Mercado Livre de fato deve ser "um ganha-ganha" para ambas as companhias.
"O MGLU passa a ter acesso a um novo marketplace para vender seus produtos com margem melhor do que a obtida via mídia paga, enquanto MELI ganha acesso a produtos de linha branca e móveis, categorias em que ainda não possui boa penetração", explicou.
A Ativa tem uma recomendação de compra para o Mercado Livre e adota uma postura neutra em relação aos papeis do Magazine Luiza.