Magazine Luiza (MGLU3): Prejuízo cresce para R$ 72,5 mi no 2T26

O resultado foi pressionado pela redução das vendas online e pelo aumento das despesas financeiras.

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Publicado em 07/08/2026 às 09:00h Publicado em 07/08/2026 às 09:00h por Marina Barbosa
Já as vendas em lojas físicas cresceram em meio à Copa do Mundo (Imagem: Shutterstock)
Já as vendas em lojas físicas cresceram em meio à Copa do Mundo (Imagem: Shutterstock)
O Magazine Luiza (MGLU3) ficou no vermelho no segundo trimestre de 2026, devido à redução das vendas online e à piora do resultado financeiro.
💲 A varejista teve um prejuízo de R$ 72,5 milhões no período, quase três vezes superior ao rombo de R$ 24,4 milhões no mesmo período de 2025.
Na linha ajustada, que desconsidera eventos não recorrentes, o resultado foi negativo em R$ 50,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 1,8 milhão de um ano antes.

Vendas on-line recuam

O Magazine Luiza registrou R$ 14,5 bilhões em vendas no segundo trimestre de 2026. O volume recuou 5,1% frente ao mesmo período de 2025, pressionado pelo e-commerce.
📉 As vendas realizadas nos canais digitais, que já representam a maior fonte de receitas da varejista, recuaram 11,9%, para R$ 9,3 bilhões.
O baque ocorreu em meio ao aumento da concorrência no setor e também à alta de preços em categorias como informática, telefonia e hardware para computadores -um reflexo da corrida da IA (Inteligência Artificial), que tem pressionado os custos de chips de memória.
Já as vendas em lojas físicas cresceram 10,3%, para R$ 5,2 bilhões, impulsionadas por itens relacionados à Copa do Mundo de Futebol, como televisores.
De acordo com o Magalu, as lojas físicas têm se reafirmado como um "diferencial competitivo" que ajuda a ganhar espaço no mercado de bens duráveis e a sustentar os resultados.
🤝 Ainda assim, a varejista tem feito parcerias com gigantes do e-commerce como a Amazon (AMZO34) para tentar melhorar as vendas digitais.
"Estamos trabalhando para retomar o crescimento das vendas online e encontramos uma maneira de fazer isso sem abrir mão da rentabilidade: vender por meio de canais de terceiros", afirmou.
O Magalu começou a vender na Amazon em meados de junho -ou seja, ao final do segundo trimestre. Agora, pretende levar o selo Amazon Prime para todos os seus produtos e promete anunciar novas parcerias nesse sentido "em breve".
A expectativa é de "um impacto expressivo em vendas para o terceiro e, principalmente, para o quarto trimestre".

Os números do balanço

Diante desse cenário de vendas, a receita bruta do Magazine Luiza recuou 2,2% frente ao segundo trimestre de 2025, para R$ 11,1 bilhões. Já a receita líquida contraiu 2,6%, para R$ 8,9 bilhões.
As despesas operacionais também recuaram levemente, marcando R$ 2 bilhões, o equivalente a 23,3% da receita líquida.
Com isso, o Ebitda ajustado somou R$ 708,8 milhões, com margem de 8,0%. A cifra recuou 2,5% em um ano, enquanto a margem manteve-se estável.
Já o resultado financeiro piorou e foi negativo em R$ 572,3 milhões, devido ao aumento das despesas financeiras líquidas.
De acordo com o Magalu, "esse aumento está relacionado à antecipação de recebíveis para realizar o pagamento das compras maiores do primeiro trimestre, principalmente de categorias relacionadas à Copa do Mundo ou afetadas pela escassez de chips de memória".
Ainda assim, a dívida bruta da varejista recuou de R$ 4,9 bilhões para R$ 1,3 bilhão nos 12 meses encerrados em junho.