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IFIX, índice dos fundos imobiliários mais negociados na bolsa brasileira, renovou a máxima histórica nesta sexta-feira (17), encerrando aos 3.931 pontos com avanço de 0,42% no dia.
Na quinta-feira (16), o índice havia atingido 3.915 pontos na máxima intradia, estabelecendo um novo topo desde sua criação em 2012, antes de devolver parte dos ganhos e encerrar levemente abaixo desse nível.
O recorde anterior havia sido registrado em 27 de fevereiro de 2026, quando o IFIX atingiu 3.912 pontos na máxima e encerrou a 3.911 pontos, o maior fechamento da história até então.
FIIs ultrapassam 3 milhões de investidores com patrimônio de R$ 200 bi
O mercado de fundos imobiliários entrou na semana do Copom em patamar mais robusto de liquidez e participação.
Dados da
B3 (B3SA3) mostram que o segmento ultrapassou 3 milhões de investidores, com patrimônio próximo de R$ 200 bilhões e volume médio diário próximo de R$ 500 milhões, alta de quase 50% em relação a 2025.
Bianca Maria, gerente de Produtos de Cash Equities na B3, avalia que o segmento opera sobre bases mais sólidas do que no passado. "Os FIIs hoje contam com uma base mais ampla, mais resiliente e com maior profundidade de negociação do que no passado", afirmou.
Ainda assim, Maria afirmou que a queda da
Selic tende a favorecer os FIIs. "De forma geral, o início de um ciclo de queda de juros tende, sim, a ser positivo para produtos de renda variável, que incluem os fundos imobiliários, porque melhora a atratividade junto aos investidores", disse.
Ritmo de crescimento da base de investidores quadruplica
O boletim mensal de FIIs da B3 aponta uma mudança significativa no padrão de entrada de novos investidores.
Entre março e novembro de 2025, a base cresceu de 2,796 milhões para 2,902 milhões, com acréscimos mensais oscilando entre 6 mil e 21 mil novos investidores, período classificado como de lateralização.
A partir de dezembro de 2025, o ritmo mudou. Em um único mês, a base saltou 61 mil investidores, de 2,902 milhões para 2,963 milhões.
📈 Em janeiro de 2026, o crescimento foi de 70 mil, seguido por altas de 43 mil em fevereiro e 54 mil em março, quando a base atingiu aproximadamente 3,13 milhões de investidores, quadruplicando o ritmo de crescimento observado no período anterior.