As dívidas do agronegócio com o
Banco do Brasil (BBAS3) são um dos principais gargalos que a estatal precisará enfrentar para voltar a gerar valor aos seus acionistas, por isso, a instituição financeira tratou de comentar nesta quarta-feira (22) os possíveis impactos que a Medida Provisória das dívidas rurais terá em seus resultados.
Só o
BBAS3 carrega uma carteira de crédito do agronegócio na faixa dos R$ 418,4 bilhões, logo comunicou ao mercado que a Medida Provisória do governo federal poderá contribuir para o reequilíbrio do fluxo de caixa da estatal.
Nas palavras do Banco do Brasil, uma possível regularização financeira dos produtores rurais favorecerá a continuidade de suas atividades produtivas. Todavia, quanto às projeções de impactos efetivos nos resultados, a empresa foi bem mais modesta.
"Neste momento, não é possível estimar os impactos da Medida Provisória sobre os indicadores financeiros, patrimoniais e de resultado do Banco, uma vez que tais efeitos dependem, entre outros fatores, das condições definitivas a serem estabelecidas na regulamentação aplicável e do volume efetivamente renegociado com produtores rurais elegíveis, em conformidade com a Política Específica de Crédito do BB", comentou Janaína Storti, gerente geral de Relações com Investidores, do
BBAS3, em comunicado.
Por outro lado, o ministro da Fazenda já sinalizou que o Banco do Brasil tem o compromisso de receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas para que
o recém-lançado Plano Safra comece a operar em plena forma.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Banco do Brasil (BBAS3) há dois anos, hoje você teria R$ 850,00, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 1.388,60 nas mesmas condições.