Ibovespa (IBOV) sobe 0,5% e vai na contramão de Wall Street, mas dólar fecha em alta

Bolsa brasileira avança impulsionada por Azzas 2154, Vivara e MBRF, enquanto moeda americana repercute Ata do Copom.

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Publicado em 23/06/2026 às 19:37h Publicado em 23/06/2026 às 19:37h por Wesley Santana
Bolsa brasileira opera com alta de quase 7% neste ano (Imagem: Shutterstock)
Bolsa brasileira opera com alta de quase 7% neste ano (Imagem: Shutterstock)

Nesta terça-feira (23), o Ibovespa (IBOV) foi na contramão das bolsas estrangeiras e subiu 0,5%, mostram dados da B3. O principal indicador do mercado acionário brasileiro terminou o dia aos 171,2 mil pontos.

O movimento de alta foi puxado por uma série de empresas importantes, que fizeram um pregão de invejar aos pares estrangeiros. Este foi o caso da MBRF (MBRF3), que ganhou quase 1% em valor de mercado e passou a negociar seus papéis acima dos R$ 16,80.

Outro nome de destaque no pregão foi o da Vivara (VIVA3), que vem passando por correção e fechou o pregão em R$ 21,80. O pódio do IBOV ficou completo com a Azzas 2154 (AZZA3), que continuou crescendo no balcão, saltou 3,6% e foi para acima dos R$ 20 no fim do dia.

Já na ponta inferior, o resultado menos favorável foi o da Magazine Luiza (MGLU3), que caiu 5%, para abaixo de R$ 4,50. A Usiminas (USIM5) também perdeu na mesma proporção, voltando a negociar suas ações por menos de R$ 9, ainda de acordo com a B3.

Entre as blue chips da bolsa, o pior desempenho foi da Vale (VALE3), que acumulou queda de 1,9%. Por outro lado, o Bradesco (BBDC4) ganhou quase 1% e foi a R$ 17,85 por papel, somando R$ 177,5 bilhões em valuation.

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Exterior deslocado

O resultado da bolsa brasileira foi bem diferente do visto em Wall Street, onde os índices caíram em grupo. O pior desempenho foi registrado em Nasdaq, que recuou mais de 2,2% no dia.

No mercado de câmbio, porém, o dólar dos Estados Unidos voltou a ganhar força frente ao real. A divisa norte-americana fechou o dia com avanço de 0,8%, em R$ 5,18 na cotação oficial, segundo o Banco Central.

O resultado vem depois que o Banco Central divulgou a Ata do Copom, com mais detalhes sobre a movimentação da taxa de juros nas próximas reuniões. O tom mais duro sobre eventuais cortes futuros na Selic fez com que os investidores retirassem seus recursos de dentro do país.

“A combinação de uma descrição dura do cenário com a preferência revelada por uma trajetória que envolve pausas sugere, em nossa visão, que o plano de voo atual do Copom inclui uma pausa na próxima reunião, em agosto. As portas não estão fechadas para um corte adicional, já que a ata ainda diz que "a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário”, diz relatório da XP Investimentos. 

Entre as criptomoedas, o Bitcoin (BTC) também recuou 1,7% no dia na comparação com o real. O índice CoinDesk 20 passou por correção, desacelerando 2,7% no dia, mas chegando a perder 41% desde o início do ano.