Ibovespa cai com IPCA e ata do Copom; dólar sobe

No mercado de criptomoedas, o movimento é igualmente negativo.

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Publicado em 11/08/2026 às 10:57h Publicado em 11/08/2026 às 10:57h por Elanny Vlaxio
(Imagem: Shutterstock)
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O Ibovespa recuava 0,16%, aos 171.908,95 mil pontos, enquanto o dólar avança nesta terça-feira (11), por volta das 10h (horário de Brasília), com a repercussão do IPCA de julho e da ata do Copom.
No mercado de câmbio, o dólar sobe 0,29%, cotado a R$ 5,12. Entre os demais indicadores, o petróleo recua 0,27%, a US$ 81,91, acompanhando o movimento negativo observado em parte dos ativos.
No mercado brasileiro, o IFIX, índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados da B3, também apresenta queda. O indicador recua 0,80%, aos 3.740,83 mil pontos. Já no mercado de criptomoedas, o movimento é igualmente negativo. O Bitcoin (BTC) registra baixa de 1,20%, enquanto o Ethereum (ETH) perde 1,60%.
Veja como operavam as bolsas em Nova York:

O que mexe com o mercado

A atenção dos mercados se volta para a ata do Copom e o IPCA de julho. No documento do Banco Central, o colegiado afirmou que “monitora com atenção” as expectativas de inflação para prazos mais longos.
"Em junho, os efeitos dos conflitos no Oriente Médio elevavam os preços acima do esperado. Agora, o choque de oferta segue mencionado como fator que influenciou a trajetória recente e prospectiva da inflação, mas o Copom reforça que não deve reagir a esse efeito primário, e que só reagirá com firmeza se houver efeitos de segunda ordem", analisou Vitor Kayo, economista sênior na Nomad.
Para o economista-chefe da XP, Caio Megale, a projeção para a taxa Selic continua em 14% o fim de 2026. "Por enquanto, mantemos nossa projeção para a taxa Selic em 14,00% ao fim deste ano e 11,50% em 2027. Diante da elevada volatilidade do cenário, tanto no ambiente doméstico quanto no internacional, preferimos aguardar a divulgação de novos dados antes de promover qualquer ajuste em nosso cenário para a política monetária."
Do lado dos preços, o IPCA perdeu força em julho. O índice avançou 0,07% no mês, menor variação registrada para julho desde 2022, e, no acumulado de 12 meses, voltou a ficar abaixo do limite da meta do Banco Central.
"Não acredito que estes dados vão impactar as próximas decisões de juros. Como a diferença entre realizado e projetado pelos analistas foi bem pequena, acredito que o Copom ainda terá um tom mais cauteloso, observando outras diretrizes de fora e outros dados de inflação para os próximos meses devendo finalizar o ano em 13,75%", avaliou Gabriel Magno, especialista em investimentos e sócio da AW Capital.
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